Pacto da Granja

Este acordo foi celebrado em 7 de setembro de 1876 na localidade da Granja, em Vila Nova de Gaia. Resultou na fusão do Partido Histórico e do Partido Reformista num único, o Partido Progressista, no sentido de se reunirem numa força política mais consistente e ativa para se enfrentar com melhores resultados o poderoso Partido Regenerador, liderado por Fontes Pereira de Melo e com grande apoio da burguesia e da corte, além de ter uma poderosa experiência e força política. Pelo lado dos reformistas, assinou o pacto da Granja o seu líder, D. António Alves Martins, bispo de Viseu, firmando o acordo pelo Partido Histórico Anselmo José Brancaamp. A institucionalização do novo Partido Progressista, com base no acordo da Granja, deu-se em 17 de dezembro desse ano de 1876, tendo ficado como seu líder Anselmo José Brancaamp. Este acordo político tornou-se inevitável dado o crash financeiro de 18 de agosto de 1876 em Portugal, que colocou o País quase na bancarrota. Inaugurou-se assim, na Granja, a segunda fase do Rotativismo em Portugal, período de alternância política entre partidos, no qual teve crescente expressão o partido Progressista, que, numa oposição cada vez mais forte aos Regeneradores, acabou por se oferecer como alternativa, periodicamente, a estes na chefia dos governos. Para a monarquia, esta solução rotativista reforçada pelo projeto unificado dos Progressistas, em bipolaridade com os Regeneradores, proporcionou algum equilíbrio entre os setores conservadores e os mais liberais e progressistas do País.
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