Pacto de Ostende

O Pacto de Ostende também é conhecido como Manifesto de Ostende e data de 18 de outubro de 1854. Este pacto resultou do interesse suscitado pela ilha de Cuba nos americanos, que discutiram a sua posse com os colonizadores espanhóis.
Em 1848 Polk foi eleito presidente dos Estados Unidos e para seu secretário de Estado James Buchanan, dois sulistas partidário do esclavagismo. Estes deram instruções a Saunders, o ministro americano destacado para Espanha, para sondar se esta nação estaria interessada em vender Cuba aos americanos. Os espanhóis demonstraram um total desinteresse nesta proposta, pois Cuba representava o último reduto colonial do seu Império.
O projeto foi retomado com o presidente Franklin Pierce e com o seu secretário de Estado William L. Marcy, um expansionista declarado. Para ministro americano nomeado para Espanha fora escolhido Pierre Soule, um francês exilado em New Orleans, abertamente favorável à libertação de Cuba dos espanhóis e à sua anexação, o que veio a complicar as difíceis relações entre estes dois países.
Em 1854, Marcy, que continuava a recusar o recurso às armas, planeou um acordo com a Espanha, a França e Grã-Bretanha para se apoderar de Cuba. E em 1854 os três ministros americanos (Pierre Soule para Espanha, James M. Mason para França e James Buchanan para a Grã-Bretanha) nomeados para estes países reuniram-se e decidiram ameaçar a Espanha com a invasão de Cuba, se esta não concordasse com a venda da colónia. Este documento, o Ostend Manifesto, foi enviado a Marcy, vindo a causar grande agitação nos Estados Unidos, que imediatamente o rejeitaram. Consequentemente, Pierre Soule demitiu-se, por ser considerado o principal responsável por este embaraçoso documento.
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