painel de bordo (economia)
A expressão painel de bordo designa a prática seguida por muitas unidades económicas de construção de um quadro sinóptico com vista à avaliação da sua performance a vários níveis. Neste contexto, é uma importante ferramenta de gestão que compila um conjunto de informações acerca das unidades económicas que o utilizam. Essas informações referem-se a todas as áreas que constituem a empresa e assumem por vezes a forma de indicadores.
Os principais destinatários e utilizadores dos painéis de bordo são os órgãos, pessoas ou outras entidades que têm a seu cargo a direção e/ou gestão da unidade económica em causa. De facto, a quantidade e organização das informações que podem constar de um painel de bordo podem assumir uma importância relevante em todo o processo de gestão dessa unidade, designadamente como ponto de partida para alterações ao nível da sua orientação estratégica e/ou gestão operacional.
Qualquer unidade económica com atividade pode recorrer à elaboração de um painel de bordo, embora a situação mais vulgar seja aquela em que essa unidade assume a forma de uma empresa. De qualquer forma, a mesma prática pode ser aplicada, por exemplo, ao nível de uma economia como um todo.
No caso de uma análise a nível nacional ou macroeconómico, o painel de bordo reúne normalmente informações relativamente a agregados e indicadores da economia, como sejam os agregados monetários, os agregados da contabilidade nacional, etc.
Numa análise ao nível da empresa, o painel de bordo inclui naturalmente as informações mais importantes acerca do seu funcionamento e evolução, nomeadamente aos seguintes aspetos: performance técnico-produtiva, aqui se incluindo informações como os níveis de produtividade dos trabalhadores e dos equipamentos, os tempos de ocupação das máquinas, o absentismo dos trabalhadores, etc.; performance comercial, com referência a indicadores como a quota de mercado da empresa, a evolução do nível de encomendas, etc.; performance económica e financeira, com apresentação de informações diversas relativas a compromissos financeiros, situação da tesouraria, etc.
A vertente económica e financeira assume normalmente uma importância elevado dentro do painel de bordo, sendo usual que este inclua as informações relativas aos principais rácios económico-financeiros da empresa. Os referidos rácios têm como principal objetivo fornecer uma imagem da situação e evolução da empresa em termos de estrutura financeira, rendibilidade e liquidez. Para a avaliação da estrutura financeira são usados rácios como a autonomia financeira (peso dos capitais próprios no ativo líquido) e a percentagem de cobertura do imobilizado por capitais permanentes.
Ao nível da rendibilidade é usual a apresentação dos rácios de rendibilidade líquida das vendas (peso dos resultados líquidos nas vendas e/ou prestações de serviços), de rendibilidade líquida dos capitais próprios (peso dos resultados líquidos nos capitais próprios) e rendibilidade líquida do ativo (peso dos resultados líquidos no ativo).
Finalmente, a liquidez de uma empresa é avaliada, entre outros, pelo rácio de liquidez geral, que representa o peso do ativo circulante no passivo circulante.
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