Palácio de Estói
Este palácio começou a ser edificado nos finais do século XVIII pela iniciativa de José Moreira Pereira Carvalhal e Vasconcelos (1756-1823), Conde de Carvalhal. O seu filho viria a falecer em 1850, sem descendência, deixando em testamento que a propriedade fosse vendida e o lucro obtido distribuído pelos mais desfavorecidos.
O efeito sobre este palácio foi tremendo, vindo a ser salvo da ruína em 1893, altura em que José Francisco da Silva (1840-1926) - personalidade que viria a receber o título de Visconde de Estói em 1906 - adquiriu o palácio e a propriedade. Para lhe dar maior dignidade e restaurar as estruturas anteriores, contratou o arquiteto-decorador José Francisco da Silva Meira.
O palácio inspira-se ainda numa estrutura arquitetónica do barroco final, embora incorpore elementos da gramática neoclássica. Optando pela cor rosa, a fachada é composta por corpo retangular comprido, com o módulo central mais destacado e ressaltado, marcado por arcaria no piso térreo, pilastras lisas e rusticadas no piso superior, entre as quais se rasgam portas com óculo superior, de molduras mistilíneas, com balcão gradeado em ferro, enquanto as outras alas do palácio são ritmadas por portas e janelas com frontões clássicos.
Os telhados inclinados são dissimulados por corrida balaustrada, rematada por urnas e estátuas. O interior está repartido em 28 divisões, salientando-se do seu múltiplo e grandioso recheio os quadros pintados, nos finais de Oitocentos, por Maria Beretta e Adolfo Greno para os diversos quartos e salas da casa.
A habitação é rodeada por um jardim que se desenvolve em diversos planos, com a sua diversidade de espécies botânicas, os seus terraços e escadarias ornamentados por estátuas, figurando na alameda central os bustos de Almeida Garrett, António Feliciano de Castilho, Bocage e do Marquês de Pombal.
O jardim é concebido com recantos frescos de fontes e pequenas estruturas arquitetónicas, onde se podem observar uma profusão fantasiosa de alegorias clássicas esculpidas, a par de outras estátuas de figuras notáveis, como são os casos dos poetas Goethe, Schiller, Milton ou Camões, e de políticos e militares como Moltke ou Bismark.
Outras figurações marmoreadas e mais modestas aludem a personagens do campesinato português, enquanto em certos pontos da propriedade sobressai o colorido dos azulejos, alguns deles concebidos por Pereira Júnior, datados entre 1899 e 1904.
Mais do que um estilo artístico, o Palácio de Estói é um espaço onde confluem diversas correntes e tendências, criando um ambiente eclético singular e de grande valor estético. Com efeito, foi classificado em 1977 como Imóvel de Interesse Público (I.I.P.).
O efeito sobre este palácio foi tremendo, vindo a ser salvo da ruína em 1893, altura em que José Francisco da Silva (1840-1926) - personalidade que viria a receber o título de Visconde de Estói em 1906 - adquiriu o palácio e a propriedade. Para lhe dar maior dignidade e restaurar as estruturas anteriores, contratou o arquiteto-decorador José Francisco da Silva Meira.
O palácio inspira-se ainda numa estrutura arquitetónica do barroco final, embora incorpore elementos da gramática neoclássica. Optando pela cor rosa, a fachada é composta por corpo retangular comprido, com o módulo central mais destacado e ressaltado, marcado por arcaria no piso térreo, pilastras lisas e rusticadas no piso superior, entre as quais se rasgam portas com óculo superior, de molduras mistilíneas, com balcão gradeado em ferro, enquanto as outras alas do palácio são ritmadas por portas e janelas com frontões clássicos.
Os telhados inclinados são dissimulados por corrida balaustrada, rematada por urnas e estátuas. O interior está repartido em 28 divisões, salientando-se do seu múltiplo e grandioso recheio os quadros pintados, nos finais de Oitocentos, por Maria Beretta e Adolfo Greno para os diversos quartos e salas da casa.
A habitação é rodeada por um jardim que se desenvolve em diversos planos, com a sua diversidade de espécies botânicas, os seus terraços e escadarias ornamentados por estátuas, figurando na alameda central os bustos de Almeida Garrett, António Feliciano de Castilho, Bocage e do Marquês de Pombal.
O jardim é concebido com recantos frescos de fontes e pequenas estruturas arquitetónicas, onde se podem observar uma profusão fantasiosa de alegorias clássicas esculpidas, a par de outras estátuas de figuras notáveis, como são os casos dos poetas Goethe, Schiller, Milton ou Camões, e de políticos e militares como Moltke ou Bismark.
Outras figurações marmoreadas e mais modestas aludem a personagens do campesinato português, enquanto em certos pontos da propriedade sobressai o colorido dos azulejos, alguns deles concebidos por Pereira Júnior, datados entre 1899 e 1904.
Mais do que um estilo artístico, o Palácio de Estói é um espaço onde confluem diversas correntes e tendências, criando um ambiente eclético singular e de grande valor estético. Com efeito, foi classificado em 1977 como Imóvel de Interesse Público (I.I.P.).
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Como referenciar
Palácio de Estói na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$palacio-de-estoi [visualizado em 2026-06-27 12:29:36].
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