Palácio Real de Madrid

O Palácio Real de Madrid situa-se no local onde até 1734 existiu o Alcazár árabe, destruído num incêndio no final daquele ano.
Os primeiros planos para o palácio real foram concebidos por Filipe Juvara, que foi para Madrid a convite de Filipe V. Já antes este arquiteto tinha passado por Londres, Paris e Lisboa, sendo inclusive de sua autoria o risco do Convento de Mafra. Mercê da sua aprendizagem ao lado de Carlo Fontana enquanto seu discípulo, tornou-se num dos maiores representantes do barroco tardio.
Segundo o desejo de Filipe V de querer com a construção do seu palácio suplantar em grandiosidade o palácio do Louvre, Juvara traçou, em 1735, um plano de tão grandes dimensões que fez recear a sua possível conclusão. Contudo, o arquiteto morreu antes de iniciar a construção, tendo sido substituído por Juan Bautista Sacchetti que elaborou um desenho mais modesto, reduzindo consideravelmente a dimensão proposta no anterior. As obras tiveram início no ano de 1737, prolongando-se depois por um extenso período. Quando as obras terminaram, em 1764, as dimensões do edifício revelaram-se indifucientes para as necessidades da Corte espanhola, o que levou ao prolongamento do trabalho de ampliação até 1892. A capela real foi anexada à fachada norte em 1743.
Sacchetti apenas cumpriu uma pequena parte do primitivo traçado de Juvara. O edifício organiza-se em torno de um pátio quadrangular, com galerias em todo o seu perímetro, utilizando o mesmo esquema de alguns palácios italianos. As fachadas têm um corpo central saliente e dois corpos laterais que se destacam ligeiramente do muro. Os andares inferiores foram feitos sobre um alto basamento e os andares superiores são decorados com colunas da ordem colossal.
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