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Língua Portuguesa
Paleolítico
Durante o Paleolítico o Homem era essencialmente nómada, levando uma vida de caçador-recoletor. Vivia ao ar livre ou em cavernas, conforme as exigências das profundas alterações climáticas do Quaternário.
As principais matérias-primas para o fabrico de utensílios eram o sílex, o quartzo e a quartzite; a principal técnica utilizada era a de bater o calhau usado sobre outra pedra ou através de um percutor. O Paleolítico divide-se em inferior, médio e superior. O Paleolítico Inferior é constituído pelo Abbevillense e pelo Acheulense, culturas de "coup-de-poings" que coexistiriam com culturas de lascas, tais como a de Levallois. No Paleolítico Médio desenvolvem-se as indústrias de lascas; são características deste período as culturas do Musteriense e do Languedocense. O Paleolítico Superior pode dividir-se em Aurinhacense, Solutrense e Madalenense. Durante o Paleolítico Superior surgem manifestações artísticas de grau muito elevado com esculturas de osso, chifre, marfim e calcário representando animais e figuras humanas. É também no Paleolítico Superior que surgem as pinturas em cavernas. A pintura paleolítica pode dividir-se em duas escolas: a franco-cantábrica e a levantina. A primeira abrange a França e o Norte de Espanha, a segunda pode circunscrever-se à costa ocidental da Península Ibérica e ao Norte de África.
Em Portugal é grande a riqueza das indústrias paleolíticas (conhecem-se cerca de trezentas localidades de arte rupestre) devido à expansão das suas praias atlânticas, constantemente modificadas ao longo do Plistoceno devido às frequentes alterações climáticas. É de enorme riqueza a quantidade de indústrias de tipo abbevillense e acheulense correspondentes ao Paleolítico Inferior. Do Paleolítico Superior são conhecidas pinturas rupestres nas grutas do Escoural e do Mazouco. Recentemente foram descobertas as gravuras rupestres do Vale do Coa, que poderão constituir um dos mais importantes complexos de arte rupestre da Europa.
