Palmira Bastos

Atriz portuguesa nascida a 30 de maio de 1875 na aldeia da Gavinha, no concelho de Alenquer e falecida em Lisboa, a 10 de maio de 1967. Foi uma das grandes damas do teatro nacional, tendo representado em todos os géneros, desde o drama à comédia, passando pelo teatro de revista e pela opereta. De seu nome Palmira Martinez de Sousa, era filha de artistas ambulantes espanhóis bastante humildes. Estreou-se em teatro no ano de 1890 com a peça O Reino das Mulheres, levada a cena no teatro da Rua dos Condes, em Lisboa. Em 1894, casou-se com o empresário António de Sousa Bastos, de quem enviuvaria em 1911. Voltou a contrair matrimónio em 1914 com o ator Almeida Cruz. Entre 1893 e 1920, fez inúmeras digressões pelo Brasil, país onde conheceu grande sucesso. De regresso a Portugal, optou por dedicar-se ao teatro declamado e em 1922 fez a sua única aparição cinematográfica no filme mudo O Destino de Georges Pallu. Fez parte da Companhia Amélia Rey Colaço- Robles Monteiro e em 1931, integrou os quadros do Teatro Nacional Dona Maria II. Protagonizou um dos momentos históricos da RTP quando protagonizou em direto a peça As Árvores Morrem de Pé (1960). Já nonagenária, fez a sua última aparição teatral com O Ciclone (1966). Das muitas homenagens e distinções que recebeu, destacam-se a Medalha de Ouro da Cidade de Lisboa, o Prémio António Pinheiro, do SNI em 1962 e a Comenda da Ordem Militar de Cristo, em 1965.
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