Pampilhosa da Serra

Aspetos Geográficos
O concelho de Pampilhosa da Serra, do distrito de Coimbra, localiza-se na Região Centro (NUT II), no Pinhal Interior Norte (NUT III) e é limitado a norte por Arganil, a oeste por Góis e a sudeste por Oleiros no distrito de Castelo Branco e a este por Fundão e Covilhã (distrito de Castelo Branco). Localiza-se numa área de duas cordilheiras de destaque, a de Estrela-Lousã, que vai do Picoto de Meãs, na serra do Açor (com 1340 metros de altitude), até à da Malhada (com 1000 metros). Paralela a esta cordilheira, existe uma cadeia de serras de menor dimensão, que vão desde o Cabeço do Chiqueiro (com 1086 metros) até Padrões (com 439 metros). A nível hidrográfico, os principais rios que passam pelo concelho são o Ceira a norte, o Unhais no centro e o Zêzere a sul.
O concelho tem uma área de 396,5 km2, subdividida em 10 freguesias: Cabril, Dornelas do Zêzere, Fajão, janeiro de Baixo, Machio, Pampilhosa da Serra, Pessegueiro, Portela do Fojo, Unhais-o-Velho e Vidual.
Em 2005, o concelho apresentava 4848 habitantes.
O natural ou habitante de Pampilhosa da Serra denomina-se pampilhosense.
História e Monumentos
A Pampilhosa foi atribuído o título de Vila no período medieval, concedido por D. Dinis. Em 1380 a Vila de Pampilhosa foi anexada ao Julgado da Covilhã por D. Sesnando; contudo, a 10 de abril de 1423, D. João I confirmou o título de Vila. Em 1499 estas terras adquiriram autonomia judicial, e a 20 de outubro de 1513 D. Manuel concedeu-lhes foral.
Em outubro de 1855, o concelho foi alargado com a anexação das freguesias de Dornelas, Fajão, janeiro de Baixo, Unhais-o-Velho, Vidual e Portela do Fojo.
No que se refere ao património arquitetónico são de destacar achados arqueológicos do período do bronze, como fragmentos de cerâmica e monumentos funerários, a igreja matriz do século XVI, de características rurais; a Igreja de Sta. Luzia, em Cabril, de 1928; e a igreja paroquial de 1824.
Tradições, Lendas e Curiosidades
As festas realizadas no concelho são diversas, destacando-se a de S. Sebastião, em Cabril, a 20 de janeiro; a de S. Miguel, a 29 de setembro; a da Nossa Sra. da Guia, em Fajão, a 15 de agosto; e a da Sra. da Paz, a 24 de janeiro.
A nível de feiras são de referir a de artesanato, em agosto, realizada pela Câmara Municipal, e a feira e o mercado, às segundas e últimas quintas-feiras de cada mês, respetivamente.
O feriado municipal é o dia 10 de abril.
Como curiosidade, originariamente até ao século XIX, o concelho era designado de Pampilhosa, que tem origem etimológica na palavra Pampilho, nome de uma planta campestre, idêntica ao malmequer. Passou a ser da Serra, para distinguir de Pampilhosa do Botão (Mealhada).
Do artesanato, são de destacar os trabalhos em madeira (miniaturas de santos populares e de figuras que retratam as profissões e os costumes tradicionais), a tecelagem (tapetes e mantos), trabalhos em pedra, as rendas e os bordados.
Economia
O setor primário é um setor de destaque na economia local, principalmente pela exploração florestal e pela ocupação de um valor ainda significativo de população ativa, comparado com o distrito ou com o país em que se insere.
A indústria tem um peso significativo a nível do concelho, principalmente pelos trabalhos de transformação da madeira.
Como referenciar: Porto Editora – Pampilhosa da Serra na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2021-08-05 02:21:54]. Disponível em