Panamá

Geografia
País da América Central. Situado no istmo que liga a América do Sul à América do Norte, encontra-se banhado pelo mar das Caraíbas (oceano Atlântico), a norte, e pelo oceano Pacífico, a sul, e faz fronteira com a Costa Rica, a oeste, e a Colômbia, a este. Além da parte continental, tem também uma parte insular constituída por mais de 1600 ilhas situadas no oceano Pacífico. No seu conjunto, o território tem uma área de 78 200 km2. As cidades mais importantes são a Cidade do Panamá, a capital, com 445 800 habitantes (2004), San Miguelito (314 800 hab.), David (83 300 hab.), Colón (45 200 hab.) e Barú (24 000 hab.).
É um país muito montanhoso, sobretudo na parte ocidental, onde se encontram as cordilheiras Central e de Talamanea, com diversos vulcões.
Clima
O clima é tropical húmido, chovendo nos meses de maio a novembro. A altitude ameniza as elevadas temperaturas e aumenta bastante a precipitação num clima já bastante chuvoso.

Economia
O Panamá tem uma economia de mercado baseada nos serviços, na banca internacional e no turismo. Existem grandes reservas de cobre, bem como depósitos de ouro, de manganésio, de bauxite, de fosfatos e de carvão. Embora a agricultura represente uma pequena percentagem do Produto Interno Bruto (PIB), o país é autossuficiente em bens alimentares. As culturas dominantes são a cana-de-açúcar, a banana, o arroz, o milho, o tomate, a laranja, o café, o cacau e o tabaco. A indústria engloba os produtos alimentares, as bebidas, o sabão, os produtos farmacêuticos, o tabaco, os produtos petrolíferos, o vestuário, o mobiliário e os materiais de construção. O país é um dos maiores centros financeiros internacionais. Os principais parceiros comerciais são os Estados Unidos da América, a Alemanha, a Costa Rica e o Japão. As exportações são maioritariamente constituídas pela banana, pelo açúcar, pelo café e pelo cacau. A abertura do canal do Panamá, em 1914, entre as cidades de Balboa e de Colón, e a criação da Zona Livre de Colón, em 1953, tornou o país num dos maiores centros comerciais do mundo, uma vez que liga os oceanos Atlântico e Pacífico.
Indicador ambiental: o valor das emissões de dióxido de carbono, per capita (toneladas métricas, 1999), é de 2,9.

População
A população era, em 2006, de 3 191 319 habitantes, o que correspondia a uma densidade de 38,86 hab./km2. As taxas de natalidade e de mortalidade são, respetivamente, de 21,74%o e 5,36%o. A esperança média de vida é de 75,22 anos. O valor do Índice do Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,788 e o valor do Índice de Desenvolvimento ajustado ao Género (IDG) é de 0,781 (2001). Estima-se que, em 2025, a população seja de 3 570 000 habitantes. As principais etnias são a mestiça (64%), a negra e a mulata (14%), a branca (10%) e a índia (8%). As religiões maioritárias são a católica, com 80%, e a protestante, com 15%. A língua oficial é o castelhano.

História
Os Espanhóis chegaram à região em 1501 e, imediatamente, iniciaram o extermínio dos índios nativos. Em 1751, o Panamá tornou-se uma dependência de Santa Fé de Bogotá, na Colômbia. Em 1821, a Colômbia tornou-se independente da Espanha. Em 1903, com o apoio dos EUA, o Panamá revoltou-se e declarou a independência. Alguns anos depois, o Panamá assinou um tratado com os EUA dando-lhes o controlo de uma zona do Canal do Panamá, mediante o pagamento de 10 milhões de dólares e mais 250 000 dólares por ano. Em 1979, os EUA devolveram a zona, que passou a ser totalmente controlada pelo Panamá em 1999. Durante um longo período o país foi dominado pelos militares mas, em 1980, realizaram-se as primeiras eleições em doze anos. A primeira eleição presidencial realizou-se em 1984. As perturbações políticas e sociais que caracterizaram a maior parte do século XX atingiram o ponto máximo em dezembro de 1989, quando 32 000 soldados invadiram o país. Os objetivos eram salvaguardar a vida de 35 000 civis norte-americanos que viviam no Panamá, capturar o general Manuel Noriega, o chefe do Governo, e reestabelecer a democracia, combater o tráfico de droga e proteger, na integridade, o tratado sobre o Canal do Panamá. Noriega refugiou-se na Nunciatura Apostólica da capital, mas acabou por se render em janeiro de 1990. Em setembro de 1991, o Tribunal Federal de Miami, na Florida, condenou Noriega a quarenta anos de prisão por tráfico de droga. Atualmente, o Panamá é governado por um presidente que é assistido por um vice-presidente e por uma Assembleia Legislativa.
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