paranoia

A paranoia é uma perturbação mental assinalada por ilusões e ideias paranoides de grandeza, de ciúme ou persecutórias. Geralmente, surge depois dos 30 anos de idade. Na paranoia crónica, os pacientes exibem um sistema rígido de falsas crenças e opiniões. Acreditam convictamente em perseguições ou têm ideias de grandeza ou místicas e religiosas como, por exemplo, a crença de que têm uma relação especial com Deus. As ilusões são muitas vezes dispersas, mas inter-relacionadas. Pode não haver alucinações e os pacientes mantêm um comportamento normal no que respeita a outros aspetos ou então as alucinações existentes incluem as ideias das ilusões. Tanto a emoção como o comportamento podem ser afetados pelas ilusões, exibindo depressão, cólera, ressentimento, resignação ou apatia.
Na esquizofrenia paranoide o paciente sofre de ilusões não sistemáticas e incoerentes, é extremamente desconfiado, tem alucinações e experimenta um sentimento de alteração da realidade externa.
Não há uma orientação do pensamento pela realidade, pela organização e pela lógica. Pode acontecer que o estado paranoide diminua de intensidade, mas em metade dos casos permanece a convicção ilusória, comportamentos excêntricos ou inaptidão social.
Freud propôs uma teoria em que os delírios paranoicos representava a negação das inclinações homossexuais inconscientes. A partir das conclusões de Freud, muitos psicólogos investigam as relações entre a paranoia e as inclinações homossexuais.
A origem das reações paranoicas é pouco conhecida e as teorias vão desde causas genéticas a experiências negativas precoces na vida do indivíduo, que ocorrem numa etapa fundamental do desenvolvimento da criança. Os indivíduos paranoicos, geralmente, tiveram na sua infância uma educação e um tratamento muito rigoroso, rígido ou cruel.
Tendem a interpretar mal as ações e os motivos dos outros e, com frequência, são muito sensíveis e rígidos, conservando o que consideram ser os seus "direitos" com absoluta precaução.
O prognóstico e o tratamento são idênticos aos de outras formas de esquizofrenia. Apesar de ser complicado iniciar uma psicoterapia com indivíduos paranoicos agudos, o desenlace das complicações do paciente na sua perceção dos outros somente será alcançado com a influência corretora de uma relação psicoterapêutica prolongada. O psicoterapeuta deverá ter a confiança do paciente, para que este possa usá-lo sem medo de represálias como ponto de projeção, como modelo de identificação e para estabelecer a delineação adequada dos limites do seu eu.

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