parapsicologia

Campo da psicologia que investiga todos os fenómenos que não podem ser aparentemente explicados em termos de princípios ou leis científicas.
A parapsicologia tem por objeto a constatação e análise de fenómenos à primeira vista misteriosos que apresentam, porém, a possibilidade de serem resultado das faculdades humanas. Fundamenta-se, como acontece nas outras ciências, na experiência e na observação, sendo rigorosa na sua argumentação.
A aparente inexplicabilidade, que os seus fenómenos assumem, é devida ao seu carácter de estranheza que os coloca longe do nosso juízo habitual. Contudo, a parapsicologia também não afirma que de facto são resultado de faculdades humanas. Eles são resultantes de faculdades não sensoriais. O parapsicólogo não cura doenças e muito menos resolve por exemplo, desgostos de amor. As doenças do psiquismo devem ser curadas pelo psiquiatra ou pelo psicólogo, mas se a pessoa apresenta um fenómeno parapsicológico como, por exemplo, a que está constantemente a adivinhar coisas, a que tem visões, deve ser estudada e curada com a ajuda do parapsicólogo, mas sem mãos mágicas, nem rezas. Estas não fazem parte do domínio da parapsicologia.
A perceção extrassensorial (ESP: Extra Sensory Perception), é uma designação introduzida pelo parapsicólogo americano Joseph Banks Rhine. Consiste no meio de informação e de conhecimento não fundado nos cinco sentidos. É a perceção extrassensorial de pessoas, objetos ou acontecimentos sem ser através dos conhecidos recetores sensoriais.
O alvo da perceção extrassensorial é todo o sistema físico, para o qual os agentes PSI (sistema, pessoa ou animal, que tenta modificar, de forma paranormal, as regras de um outro sistema, pessoa ou animal) tentam dirigir as suas capacidades paranormais e que os parapsicólogos procuram entender e medir nos seus experimentos deste tipo de perceção.
São inúmeros os fenómenos estudados pela parapsicologia, contudo, descreve-se aqui alguns que se destacam devido aos múltiplos casos reportados.
O fenómeno paranormal da telepatia implica uma comunicação de mente para mente, sem a interferência de qualquer troca de informações ou de energia física. Pode-se dizer que é o conhecimento paranormal que uma pessoa tem do pensamento, imaginação, sentimentos ou desejos de uma outra pessoa.
A clarividência explica-se pela capacidade de conhecer objetos e eventos específicos por outros meios que não os dos sentidos. É o poder hipotético de ver sem o uso dos olhos, além da possibilidade de apreensão normal. Por outras palavras, é o conhecimento de uma informação obtida do meio ambiente, sem o envolvimento de uma outra mente por parte de um sujeito.
A tradicional premonição traduz-se na obtenção de informação sobre eventos futuros, em que a informação não foi obtida através de meios normais. É uma sensação informal que anuncia um acontecimento imprevisível.
A psicocinésia é a capacidade de influenciar objetos inanimados por meio de manipulação mental direta.
O fenómeno paranormal apport descreve os acontecimentos em que objetos ou seres vivos entram e saem em recintos fechados.
Na levitação ocorre o levantamento de um corpo e sua suspensão no ar, através de uma energia somática exteriorizada do corpo de uma pessoa, com capacidade paranormal suscetível de agir sobre a matéria.
Na psicografia, em termos parapsicológicos, o dotado escreve ou pinta através de movimentos involuntários e sem consciência do sucedido. É uma escrita diretamente proveniente do inconsciente. Por vezes, contém informações de origem paranormal, embora na maior parte dos casos tal não se verifique.
A parapsicologia dedica-se também ao estudo do espiritismo (crença na possibilidade de comunicação com os mortos. É uma corrente filosófica ou metafísica de que todos os seres vivos possuem uma qualidade organizadora imaterial); dos transes que os médiuns executam (pessoas que afirmam serem controladas por um espírito incorpóreo durante um transe, que funciona como um estado hipnótico); e das profecias (absolutas certezas, por serem consideradas inspiradas por Deus. Um verdadeiro milagre que exclui, com absoluta certeza, todo o erro).
Por último, destaca-se ainda as famosas experiências de dèjá vu e jamais vu. A primeira designa uma expressão francesa "eu já vi isto", "eu já estive aqui". Apesar de ser um fenómeno muito frequente é, apenas, uma mera experiência psicológica, sendo explicada com base na memória do inconsciente. Esta memória pode referir-se a antigas impressões, a uma coisa que imaginou ou sonhou, a coisas parecidas, a uma falsa lembrança; e, por último, a um distúrbio psíquico. A segunda expressão francesa, traduz-se em "eu nunca vi isto", "eu nunca estive aqui" e descreve um sentir totalmente estranho de um ambiente que é familiar. Ao contrário do dèjá vu é um fenómeno muito raro.
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