parenética

Arte de discursar em público. O mesmo que oratória.
Muitos foram, ao longo dos séculos, aqueles que primaram pela arte da parenética, entre os quais podemos destacar D. António Pinheiro, bispo de Miranda e de Leiria (século XVI), que enalteceu as glórias do império português e seus monarcas no sermão de transladação de D. Manuel, em Belém; o Dr. Diogo de Paiva (século XVI); Frei Roque do Soveral (transição para o século XVII), no sermão pregado em Coimbra, nas exéquias à sereníssima rainha D. Margarida da Áustria; o Padre Luís Álvares, autor de sermões da Quaresma, e o Padre António Vieira, que dominou os meados e segunda metade do século XVII, recorrendo a uma arte que fez cair, embora injustamente, no esquecimento aqueles que o precederam ou seguiram.
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