Patrice Chéreau

Realizador, argumentista, encenador e ator francês, Patrice Chéreau nasceu a 2 de novembro de 1944 em Lézigné. Estreou-se como encenador de teatro em 1964 com L'Intervention, de Victor Hugo. Dois anos depois, tornou-se diretor do Teatro de Sartrouville, onde se destacou na produção de clássicos de Molière. Em 1969, tornou-se encenador de ópera com "A Italiana em Argel", de Rossini; e dois anos depois foi codiretor do Teatro Nacional de Paris, cargo que ocupou até 1977.
Entretanto, tinha-se estreado como realizador com La Chair de L'Orchidée (1974), um melodrama de suspense protagonizado por Charlotte Rampling. Em 1978, dirigiu Simone Signoret em Judith Therpauve, um filme sobre as dificuldades de um jornal regional. Em 1982, estreou-se como ator de cinema em Danton, do polaco Andrzej Wajda, e no ano seguinte realizou L'Homme Blessé, que lhe deu o César de Melhor Argumento Original (em conjunto com Hervé Guibert).
Seguiu-se Hôtel de France (1987), sobre um encontro de um grupo de amigos, antes de realizar o seu maior sucesso: o sangrento drama histórico La Reine Margot (A Rainha Margot, 1994). Baseado no romance de Alexandre Dumas, o filme cimentou a fama internacional de Isabelle Adjani e recebeu diversos prémios como o Grande Prémio do Júri do Festival de Cannes. Antes, em 1991, tinha interpretado o papel de General Montcalm no filme de Michael Mann The Last of the Mohicans (O Último dos Moicanos). Após alguns trabalhos na televisão, regressou ao cinema com o bem-sucedido drama Ceux Qui M'Aiment Prendront Le Train (Quem Me Amar Irá de Comboio, 1998), um conto introspetivo sobre o desejo final de um artista ser enterrado na sua terra natal, nomeado para onze Césares, tendo vencido três, incluindo o de Melhor Realizador.
No ano seguinte, deu a voz ao narrador de Le Temps Retrouvé (O Tempo Reencontrado), de Raoul Ruiz; e em 2001 realizou Intimacy (Intimidade), o seu primeiro filme em língua inglesa, um drama controverso pela crueza das suas cenas de sexo, adaptando uma história de Hanif Kureishi.
Em 2003, venceu o Urso de Ouro do Festival de Berlim para o Melhor Realizador por Son Frère (O Seu Irmão), uma história que encena a frágil relação entre dois irmãos. Em 2005, realizou Gabrielle, drama com Pascal Greggory e Isabelle Huppert.
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