Patrick White

Escritor australiano, Patrick Victor Martindale White nasceu a 28 de maio de 1912 na cidade de Londres. Oriundo de uma família de criadores pecuários australianos, acompanhou os pais na sua fixação em Sydney, apenas seis meses após o seu nascimento.
Criança enfermiça, sofrendo de achaques de asma, Patrick foi enviado para uma escola longe da cidade. A sua doença afastou-o do convívio extenuante com outras crianças, pelo que se refugiou nos livros, sobretudo na poesia e no teatro. Aos treze anos de idade foi mandado para Inglaterra, para frequentar uma escola em Cheltenham, onde permaneceu em internato até que, em 1918, os pais decidiram levá-lo numa viagem pela Escandinávia. Trouxe como recordação uma grande consideração por autores como Ibsen e Strindberg.
Em 1930 regressou à Austrália, onde trabalhou durante dois anos como peão, escrevendo nos tempos livres. Ao fim desse tempo tornou a Inglaterra, ingressando no King's College da Universidade de Cambridge como estudante de Literatura Francesa e Alemã. Obtendo o seu diploma em 1935, foi auxiliado pelo pai a fixar-se em Londres como aspirante a escritor. Em 1939, e após várias tentativas não tão bem sucedidas, conseguiu publicar o seu primeiro romance, Happy Valley. Em 1940, enquanto escrevia The Living And The Dead (1941), Patrick White foi recrutado pela Real Força Aérea, que serviu com uma patente de oficial dos Serviços Secretos, destacado para missões no Médio Oriente e na Grécia. Durante esse período conheceu Manoly Lascaris, um cidadão grego com quem regressou à Austrália e passou a viver em união de facto.
Em 1955 surgiu The Tree Of Man, obra que conta a história de Stan Parker, um jovem agricultor que funda a dinastia numa quinta que acaba por ser aglutinada pela cidade. O ano de 1957 marcou o alcance de um sucesso a nível internacional, com a publicação de Voss, romance grandemente simbólico e que, baseado em acontecimentos verídicos, relatava a proverbial travessia do deserto empreendida por Johann Voss, um alemão excêntrico e nietzscheano. O aparecimento de obras como The Solid Mandala (1966) e The Twyborn Affair (1979) veio confirmar o talento especial de White quanto ao conhecimento da alma humana.
Na década de 70, Patrick White tornou-se um grande ativista dos direitos dos aborígenes, da proteção ambiental e da tolerância quanto à homossexualidade.
Foi galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 1973.
Faleceu em Sydney a 30 de setembro de 1990, após doença prolongada.
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