Paul Klebnikov

Jornalista norte-americano nascido em 1963, em Nova Iorque, no seio de uma família de imigrantes russos, e falecido a 9 de julho de 2004, baleado com quatro tiros quando saía à noite do seu escritório em Moscovo.
Klebnikov estudou nas universidades da Califórnia e de Berkley, nos Estados Unidos da América, e na Escola Londrina de Economia, em Inglaterra, até concluir o doutoramento em 1991. Manteve sempre interesse no país dos seus antepassados e o tema da sua tese de doutoramento em Londres foi Pyotr Stolypin, um primeiro-ministro reformista russo assassinado em 1911.
Entretanto, já trabalhava desde 1989 na revista norte-americana de economia Forbes. Ao fim de algum tempo chegou a editor principal, especializado em política e economia russa e da Europa de Leste. A sua especialidade era investigar as origens da riqueza dos oligarcas russos e as suas alegadas ligações à máfia russa, após a queda da União Soviética.
Em 1996 publicou um artigo na Forbes onde acusava um homem de negócios russo, Boris Berezovsky, de ser o "Padrinho do Kremlin". No artigo, sugeria também que este milionário estaria ligado ao assassinato de um conhecido apresentador de televisão russo, assim como teria relações com o crime organizado na Tchechénia. Berezovsky processou a Forbes que, entretanto, para evitar um julgamento, deu razão ao milionário. No entanto, em 2000 publicou um livro onde assegurava que Berezovsky tinha feito sair da Rússia milhões de dólares. Bererzovsky vivia em Londres porque era procurado no seu país por fraudes fiscais.
Três anos mais tarde, o jornalista lançou outro livro, baseado numa série de entrevistas com um líder separatista tchetcheno. Nesta obra lançou um forte apelo à Europa para que defendesse a civilização cristã contra o extremismo islâmico.
Em abril de 2004, Klebnikov foi nomeado editor-chefe da edição russa da Forbes, que lançou nesse mês o primeiro número. No mês seguinte, a revista publicou uma lista das cem pessoas mais ricas da Rússia e o jornalista começou a receber ameaças de morte. A publicação destacou ainda que em Moscovo havia 36 bilionários, mais do que em qualquer outra cidade.
Como referenciar: Paul Klebnikov in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-06-19 02:37:01]. Disponível na Internet: