Paul Krugman

Economista norte-americano, Paul Krugman nasceu em 1953, em Nova Iorque. Formou-se na Universidade de Yale em 1974 e concluiu o seu doutoramento em 1977 no reconhecido MIT (Massachusetts Institute of Technology). Krugman pertenceu ao Council Of Economic Advisers do presidente da República norte-americano Ronald Reagan e posteriormente foi professor em Yale, no MIT e em Stanford. Foi consultor do Federal Reserve Bank, de Nova Iorque, do Banco Mundial, do Fundo Monetário Internacional, das Nações Unidas, assim como de diversos países nos quais se inclui Portugal. É professor de Economia e Negócios Estrangeiros na Universidade de Princeton e colunista no prestigiado jornal New York Times.
Krugman já publicou cerca de 20 livros e é também o autor de mais de 200 artigos sobre assuntos económicos publicados em revistas conceituadas como a Foreign Affairs, Harvard Business Review ou a Scientific American. Mas Krugman também escreveu sobre economia para aqueles que não são economistas nas revistas Fortune, The New Republic, NewsWeek e New York Times. Por tudo isto, é considerado o colunista mais influente e importante da América, de acordo com o Washington Monthly, tendo sido também reconhecido como o mais prestigiado economista da sua geração pelo The Economist.
O seu trabalho também obteve reconhecimento, tendo recebido os seguintes prémios: em 1991, a American Economic Association atribuiu-lhe a John Bates Clark Medal, condecoração que premeia a cada dois anos o economista com menos de 40 anos que mais contribuiu para o conhecimento económico; foi também condecorado com o Prémio Príncipe das Astúrias pelo rei de Espanha. Em 2008, Krugman é distinguido com o Prémio Nobel da Economia pela nova teoria sobre comércio internacional (“new trade theory”) e geografia económica.
Antes de Krugman, o comércio internacional era explicado pela teoria das vantagens comparativas, segundo a qual os países têm vantagem em especializar-se nas suas atividades mais produtivas, desde que consigam obter os restantes produtos através do comércio. Assim, todos os países saem a ganhar porque a especialização permite-lhes obter ganhos de produtividade e o comércio permite-lhes obter, mais barato, os produtos em que não se especializaram. Mas esta teoria não explica porque é que países muito semelhantes trocam entre si produtos muito semelhantes (por exemplo, porque é que a Finlândia vende telemóveis ao Japão e o Japão vende telemóveis à Finlândia). Paul Krugman desenvolveu modelos que conseguem captar os fatores essenciais deste fenómeno e que mostram que o comércio, ao aumentar o mercado global para cada produto, permite ganhos de escala e acesso dos consumidores a uma maior variedade de produtos. Por exemplo: os finlandeses podem produzir uma grande quantidade de telemóveis (e logo mais baratos), porque estes também são vendidos para o Japão e os japoneses podem produzir telemóveis em grande quantidade (e mais baratos) pois também os vendem para a Finlândia. O comércio permite que tanto os finlandeses como os japoneses possam optar entre os telemóveis da Finlândia e os do Japão. O trabalho de Krugman sobre geografia económica tenta explicar a concentração da população mundial nas cidades e o porquê da concentração de atividades económicas parecidas nos mesmos locais. Isto pode ser explicado pelas economias de escala e pelos custos de transportes reduzidos. Preços de transporte baixos incentivam a concentração de várias indústrias, que produzem cada vez mais, que geram empregos, que promovem o aumento dos salários e permitem uma maior diversificação de produtos. Este fenómeno atrai população. O aumento da população torna a região mais atrativa para a instalação de novas indústrias, o que por sua vez alicia ainda mais população.
Paul Krugman tem cerca de duas dezenas de livros publicados como autor e coautor, estando traduzidos para português a Introdução à Economia e Economia Internacional.

Como referenciar: Paul Krugman in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-08-24 19:10:27]. Disponível na Internet: