Pauleta

Futebolista internacional português, Pedro Miguel Resende, conhecido por Pauleta, nasceu a 28 de abril de 1974, em Ponta Delgada, nos Açores.

Este ponta de lança, que enquanto juvenil passou pelo Benfica e Futebol Clube do Porto, destacou-se um pouco tarde no futebol português, já que durante alguns anos jogou nos escalões inferiores. Começou por jogar nos Açores, no Angrense, de onde passou para o Micaelense, naquela que foi a primeira transferência paga no futebol açoriano. Na época não era profissional e trabalhava também na distribuição de mercadorias.

Do Micaelense foi transferido para o Estoril, da II Divisão B de Portugal. Neste clube dos arredores de Lisboa, fez uma época em grande plano na temporada 1995/1996, tendo sido um dos melhores marcadores do campeonato.

As suas qualidades de goleador começaram a ser seguidas com interesse e vários clubes tentaram contratar o açoriano. Esteve para se transferir para o Belenenses, um dos clubes históricos de Portugal, mas acabou por ir jogar para a II Liga espanhola. Quem o levou para lá foi o treinador português João Alves, que acabava de sair do Belenenses.

Pauleta adaptou-se bem ao futebol espanhol e logo na primeira época em Salamanca tornou-se o melhor marcador da II Liga. As suas exibições eram seguidas atentamente em Portugal e, pela primeira vez, foi convocado para a seleção portuguesa, na altura dirigida por Artur Jorge. A estreia ocorreu a 20 de agosto de 1997, num jogo em que Portugal recebeu e bateu a Arménia por 3-1. Foi o primeiro jogador português a chegar à seleção sem nunca ter jogado em qualquer I Divisão.

Contra o Azerbeijão, em 1997, onde só alinhou dez minutos na vitória de Portugal por 7-0, marcou o seu primeiro golo ao serviço da seleção.

Na temporada 1997/1998, voltou a representar o Salamanca, mas desta vez na Competitiva I Liga espanhola. Chegou ao fim do campeonato com quinze golos marcados. Foi então transferido para o Deportivo da Corunha, um dos grandes clubes espanhóis. Mas sua primeira época não correu muito bem e apenas marcou dez golos. Em 1999/2000 só marcou oito golos, mas sagrou-se campeão de Espanha.

A nível de seleção, foi um dos jogadores presentes no Campeonato da Europa que decorreu na Bélgica e na Holanda, mas sem ser muito utilizado.

Na temporada 2000/2001, acabou por sair do Corunha e foi jogar para França, no Bordéus. Impôs-se rapidamente na equipa e chegou ao fim do campeonato com vinte golos marcados. Passou a ser conhecido pelo "ciclone dos Açores".

A segunda temporada em França foi excelente a nível pessoal, já que Pauleta se sagrou o melhor marcador do campeonato, foi eleito o melhor avançado e o melhor jogador a atuar em França. Ganhou ainda a Taça da Liga. Paralelamente, foi o melhor marcador da seleção portuguesa no apuramento para o Mundial de 2002 ao marcar oito vezes em dez jogos.

No Mundial do Japão e Coreia do Sul, onde Portugal teve uma presença medíocre, Pauleta foi dos poucos jogadores que se destacou por ter marcado três golos na vitória (4-0) sobre a Polónia.

Em 2003, Pauleta alcançou um feito inédito, ao ser considerado, durante dois anos consecutivos, o melhor jogador do campeonato francês. No final da temporada 2002/03, Pauleta transferiu-se do Bordéus para o Paris Saint Germain, onde ganhou a Taça de França de 2006.

Já no Euro 2004, em Portugal, apesar de ter sido sempre titular, não apontou nenhum golo. Foi um dos convocados para o Mundial 2006, na Alemanha, depois de ter sido o melhor marcador da fase de qualificação europeia, com onze golos.
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