Paulo VI

Papa italiano, nascido em Concesio (Brescia) a 26 de novembro de 1897, Giovanni Battista Montini era filho de Giuditta Alghisi e de Giorgio Montini. De frágil saúde desde a nascença, iniciou os estudos no colégio jesuíta Cesare Arici mas teve de concluir o bacharelato em casa, uma vez que se encontrava continuamente prostrado. Acudia regularmente ao Oratorio della Pace de Brescia, estudou externamente no seminário Sant'Angelo de Brescia, criou o jornal La Fionda com Andrea Trebeschi em 1915, tornou-se subdiácono, diácono e sacerdote em 1920, trasladou-se a Roma para estudar Direito Canónico e teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana e em 1921 começou a estudar diplomacia na Escola de Nobres Eclesiásticos. Desempenhou os cargos de agregado da nunciatura na Polónia, assistente eclesiástico do Círculo Universitário Romano, trabalhou na Secretaria de Estado, foi conciliário da Federação de Universitários Católicos de Itália, substituto da Secretaria de Estado para Assuntos Eclesiásticos Ordinários e da dos Extraordinários, pró-secretário de Estado, arcebispo de Milão e bispo. O seu papado ocorreu de 21 de junho de 1963 a 6 de agosto de 1978.
A cerimónia da sua coroação foi a primeira realizada na Praça de São Pedro e a última com tiara, que foi leiloada e o dinheiro entregue aos pobres.
Paulo VI concluiu o Concílio Vaticano II, em 1965 criou o Sínodo dos Bispos para auxiliar o governo da Igreja, que não ficava somente entregue ao secretário de Estado, a Congregação do Santo Ofício foi reformulada e passou a intitular-se Congregação da Doutrina da Fé, o Índex foi abolido. A cúria romana foi alvo de uma nova reforma pela constituição Regimini Ecclesiae universalis (1967) e durante este pontificado, extremamente vocacionado para o ecumenismo, foram realizados quatro sínodos ordinários e um extraordinário. A bula Apostolorum Limina instituiu 1975 como Ano Santo, tendo este pontífice estabelecido o costume de efetuar a Via Sacra no Coliseu às Sextas-feiras Santas e a Jornada Mundial da Paz. Foram também declaradas doutoras da Igreja Santa Teresa de Jesus e Santa Catarina de Siena.
Paulo VI emitiu uma série de encíclicas, como a Mysterium fidei (1965), referente ao culto da Eucaristia e ao dogma da consubstanciação, a Sacerdotalis caelibatus (1967), onde impunha o celibato aos clérigos e a Credo do Povo de Deus (1968), onde se expõe a Fé da Igreja universal. Em 1974 foi elaborada a De aborto procurato, condenando a interrupção do processo de gestação, no seguinte ano a Persona humana, que rejeitava liminarmente a possibilidade de infidelidade sexual dos cônjuges, tendo ainda o papa produzido em 1966 a Paenitemini, que continha regras para a penitência e o jejum. A regulação da natalidade foi também exposta na encíclica Humanae Vitae (1966).
A necessidade de evangelizar o mundo foi plasmada no documento intitulado Evangelii nuntiandi (1975) e a alegria dos cristãos no Gaudete in Domino (1975), tendo a necessidade de desenvolver os povos ditado a Populorum progressio (1967).
Faleceu este abnegado pontífice vítima da fraqueza provocada pelas sucessivas doenças, e infeliz ao ver aprovada a lei que legitimava o aborto em Itália.
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