Paulus Kruger

Este político sul-africano nasceu em Zutpansdrift ou Vaalbank, na Província do Cabo, em 1825, e faleceu na Suíça, em Clarens, em 1904. Provinha de uma família de emigrantes do Norte da Alemanha, que se instalara no Cabo no século XVIII.
Com 11 anos, marchou ao lado dos Boéres ("lavradores" em afrikaner), cujo grupo sociocultural está incluído na "Grande Marcha" (Groot Trek) de 1836. Nesta caminhada pelo interior da África do Sul, os Boéres, contrários ao domínio britânico do Cabo - pois chegaram cerca de 200 anos antes destes últimos à região -, avançaram até ao Transvaal.
Kruger, depois de 1860, ganhou preponderância na sua atividade política. Todavia, juntamente com os Boéres, sofreu um duro revés, pois os ingleses assenhorearam-se do Transvaal, rico em ouro e diamantes, em 1877. Tornou-se, assim, um dos próceres da feroz resistência boére aos britânicos, formando com Pretorius e Joubert um "triunvirato" à frente dos destinos da sua comunidade. Em 1881, o Transvaal é reconhecido pelos ingleses como região autónoma, depois da vitória boére da Majuba. E, entre 1883 e 1900, Kruger é seu presidente, governando segundo a Bíblia e impondo um regime baseado no absolutismo e no culto da sua própria figura, tida como um "pai" para os Boéres.
Em outubro de 1899, empreende a Guerra dos Boéres e tenta angariar, na Europa, fundos e apoios para o combate aos britânicos. O povo apoia-o, mas os governantes do Velho Continente não.
Com a derrota dos Boéres, vive os seus últimos dias no exílio, na Suíça.
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