Paz de Lübeck

A vitória do imperador do Sacro Império, Fernando II, na Boémia (1620), transformando-a, praticamente, numa província austríaca, provocou a inquietação da Inglaterra, da Holanda e da França. A Guerra dos Trinta Anos estava no seu início; estas nações temiam o aumento do poderio imperial e, com ele, a unificação da Alemanha. Desse modo, concluíram um acordo com o rei dinamarquês Cristiano IV, que desejava ampliar os seus domínios à custa de algumas regiões bálticas da Alemanha. Com o dinheiro dos aliados, este rei reuniu um grande exército e, em 1625, iniciou diversas ações militares. Com este avanço, a situação do imperador tornava-se complicada; nesse difícil momento, o grande senhor Wallenstein, uma das personagens mais marcantes do seu tempo, que tinha enriquecido com a compra de grande número de propriedades confiscadas à nobreza boémia, propôs ao imperador organizar um grande exército, garantindo, à partida, 15 mil homens de pé e 6 mil cavaleiros. Fernando II aceitou de bom grado esta proposta e nomeou Wallenstein comandante-em-chefe do futuro exército. Num curto espaço de tempo, este caudilho conseguiu reunir uma milícia que contava com mais de 50 mil homens, composta essencialmente por mercenários (sobretudo camponeses privados de terras e artesãos sem trabalho que viam na guerra uma força de alcançar alguma fortuna com os saques). Em 1626, as tropas de Wallenstein bateram os dinamarqueses e os seus aliados protestantes alemães. Vivia-se nesta altura o apogeu de Fernando II e da política do ministro espanhol Olivares. Derrotado, Cristiano IV foi obrigado a assinar a Paz de Lubeck, em 1629, abandonando os bispados de Bremen e Verden e comprometendo-se a não mais se imiscuir nos assuntos da Alemanha.
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