Pedro Ivo

Escritor português, de nome verdadeiro Carlos Lopes, nascido a 15 de janeiro de 1842, no Porto, e falecido a 4 de outubro de 1906, na mesma cidade. Oriundo de uma família abastada, viveu na Inglaterra e na Alemanha, onde foi educado, traduzindo poesias de Schiller, Goethe, Uhland, Heine e Hoffman, entre outros. Depois de uma estada de dois anos no Brasil, de regresso a Portugal, dedicou-se ao comércio e à atividade bancária, chegando a presidente da Real Companhia dos Caminhos de Ferro de África. Estreou-se na atividade literária com a publicação de Contos (1874), obra elogiada pela crítica, a que se seguiram o romance O selo da roda (1876), igualmente aplaudido, e nova coletânea de contos, Serões de inverno (1880). A escrita de Pedro Ivo revela influências de Júlio Dinis e de Rodrigo Paganino, no tema da felicidade rústica e no carácter moralizador das narrativas, e de Camilo, quanto ao sentimentalismo trágico. O seu estilo sóbrio e coloquial caracteriza-se pelas constantes intromissões do narrador e pela aproximação à linguagem das personagens, mediante o uso de variantes regionais e populares. Em 1909, Bento Carqueja organizou a antologia póstuma Pedro Ivo, Prosador e Poeta, onde incluiu algumas peças inéditas: contos, traduções de poetas alemães e poesias originais. Em 1926, foi a vez de Fernando Macedo Lopes, o filho do escritor, organizar a edição de alguns contos inéditos em O Limbo de Pedro Ivo, precedidos de um longo estudo biográfico que inclui fragmentos da correspondência mantida com escritores como Alexandre Herculano, Camilo Castelo Branco e Oliveira Martins, entre outros.
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