Pelágio I

Diácono de origem romana, foi apoiante de Vigílio e seu delegado de confiança em Constantinopla, tendo igualmente administrado a Sede romana quando Vigílio fugiu da prisão, imposta pelo imperador Justiniano, para a Calcedónia.
Durante este seu governo, conseguiu que Tótila, rei godo que tinha invadido a cidade em 546, não saqueasse a cidade. Também se mostrou contra a condenação dos Três Capítulos, mas após a sua aprovação no Concílio de Constantinopla (553) admitiu-a. Por esta razão não foi bem recebido em Roma, quando se apresentou para substituir Vigílio, tendo já sido eleito antes de chegar a esta cidade. Nunca foi plenamente aceite por todos os bispos ocidentais, e tinha de ter uma guarda armada. Exerceu o cargo de 16 de abril de 556 a 3 de março de 561.
Traduziu de grego para latim os Ditos dos Anciãos, tentou que as doutrinas conciliares fossem aceites por toda a Igreja, zelou pela moralidade dos eclesiásticos e desempenhou um importante papel na organização das rendas da Igreja e sua aplicação na reconstrução de Roma, destroçada pelas guerras.
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