Penalva do Castelo

Aspetos Geográficos
O concelho de Penalva do Castelo, do distrito de Viseu, localiza-se na Região Centro (NUT II), no Dão-Lafões (NUT III). Ocupa uma área de 134,2 km2 e abrange 13 freguesias: Antas, Castelo de Penalva, Esmolfe, Germil, Ínsua, Lusinde, Mareco, Matela, Pindo, Real, Sezures, Trancozelos e Vila Cova do Covelo.
O concelho apresentava, em 2005, um total de 8799 habitantes. O natural ou habitante de Penalva do Castelo denomina-se penalvense.
O concelho encontra-se limitado a norte pelo concelho de Sátão e Aguiar da Beira (distrito da Guarda), a oeste por Viseu, a sul por Mangualde e a este por Fornos de Algodres, no distrito da Guarda.
Possui um clima mediterrânico com feição continental, apresentando invernos frios e verões quentes e secos.
A sua morfologia é relativamente acidentada, destacando-se como áreas de maior altitude Colherinhas de Cima (628 m) e Pedras Altas (666 m).
Como recursos hídricos, existem o rio de Ludares e o rio Dão, a ribeira de Coja e a ribeira de Sezures.

História e Monumentos
Embora existam vestígios que comprovam o povoamento celta e romano destas terras, a mais antiga referência à vila (Pena Alva) é a tomada do castelo aos mouros pelo rei Fernando, o Magno, de Leão e Castela, em 1058, depois da conquista de Lamego e Viseu.
Foi-lhe outorgado foral em 1240 por D. Sancho I. Em 1514 D. Manuel I concedeu-lhe novo foral.
O nome Pena Alva do Castelo terá tido origem na existência de uma antiquíssima fortaleza na margem direita do Alva de que não restam vestígios.
Ao nível do património histórico e arquitetónico, destacam-se a igreja paroquial, que apresenta fachada barroca, e a Casa da Ínsua ou Solar dos Albuquerques, datada do século XVIII e que apresenta um santuário em honra de Nossa Senhora de Lurdes. E, ainda, a Quinta do Mosteiro, que assinala o local onde existiu, na Península Ibérica, a primeira casa da Ordem do Santo Sepulcro.

Tradições, Lendas e Curiosidades
São muitas as manifestações populares e culturais no concelho: a festa de S. Pedro, que ocorre a 29 de junho, a festa da Senhora da Consolação, a 15 de agosto; a festa de Nossa Senhora da Saúde, no terceiro domingo de agosto; a festa e feira de S. Genésio, a 25 de agosto; a festa de S. João, a 24 de junho; a de Santa Ana, a 25 de julho; a festa da Senhora da Esperança, no primeiro domingo de agosto, e a feira-festa do queijo da Serra, de promoção económica e cultural, que decorre na primeira sexta-feira de fevereiro.
No artesanato, são típicos os trabalhos de cestaria, de cantaria, de estalinhos de Carnaval, os bonecos em madeira e em tecido e a tanoaria.
São várias as lendas e as tradições no concelho, sendo de destacar a importância da sabedoria popular na prática agrícola. Todos os meses do ano têm um provérbio climático, como, por exemplo: «janeiro geadeiro. Se subires ao outeiro e vires negrejar põe-te a chorar. Janeiro chuvoso ano perigoso.»; «julho, a chuva bebem-na os pássaros no ar. Pelo S. Tiago (25 de julho) cada pinga vale um cruzado.» e «dezembro. Mal vai Portugal quando não vêm cheias antes do Natal.»

Economia
No concelho predominam as atividades ligadas ao setor primário nas áreas da agricultura, exploração florestal e de granitos, seguindo-se as do secundário com indústrias de construção civil e de lanifícios.
No que se refere à atividade agrícola, predominam os cultivos de cereais para grão, olival, prados temporários e culturas forrageiras, batata, prados, pastagens permanentes e vinha. A pecuária tem também alguma importância, nomeadamente na criação de ovinos, coelhos e aves. Quase 46% (2555 ha) do seu território está coberto de floresta.
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