Pequim

Aspetos Geográficos
Capital da República Popular da China, oficialmente designada Beijing, ocupa uma superfície que ronda os 7 milhões de hectares. Está situada sobre uma planície localizada no extremo norte da China, onde se estabelece a ligação com o planalto da Mongólia, e estende-se ao longo das costas de Bo Hai (golfo de Chihli). Corresponde ao centro político, cultural e intelectual do país. Alberga quase 7 milhões de habitantes no espaço da cidade e mais de 9 milhões na sua área metropolitana. 90% dos indivíduos são chineses, os restantes são mongóis, turcos, manchus e de outras minorias nacionais e estrangeiras. A língua falada em Pequim é o chinês mandarim.
O natural ou habitante de Pequim denomina-se pequinês.
História e Monumentos
Pequim foi uma cidade militar, limitada pela Grande Muralha da China, erguida contra as invasões tártaras em 214 a. C. A sua origem remonta a uma data compreendida entre 723 e 211 a. C. e funcionou como capital do reino de Ch'i. Foi reconstruída pela dinastia Han e batizada de Yen. Posteriormente designaram-na Yuchow, sendo dominada pelos Tártaros durante 200 anos. Em 1368, a dinastia Yuan foi derrotada pelo primeiro imperador Ming, deixando de ser capital e passando a chamar-se Beijing-fu. O terceiro imperador da mesma dinastia muda-lhe o nome para Peking e, em 1928, os nacionalistas transferem a capital para Nanking e atribuem a Pequim, uma vez mais, o nome de Beijing (capital do Norte). Em 1494 recupera a designação de Pequim quando os comunistas tomam o poder, embora o seu nome oficial permaneça Beijing. Em 1860 foi ocupada pelos ingleses e franceses e em 1937 pelos japoneses, que aí permaneceram até ao final da Segunda Guerra Mundial.
No lado ocidental da famosa Praça Tiananmen está situado o Grande Palácio do Povo, construído em 1959, e onde se reúne a Assembleia Nacional Popular. O Museu da Revolução também se situa nesta praça. Na entrada da Praça Tiananmen encontra-se a Porta Qian Men. Para sul fica um monumento levantado em memória do presidente Mao, fundador da China comunista, construído em 1977. A norte da praça, para lá da Porta do Meridiano, situam-se os Palácios da Cidade Proibida (quase todos transformados em museus) e o maior conjunto de edifícios clássicos chineses que existe. No meio destes edifícios encontra-se o Palácio da Suprema Harmonia, onde está a principal Sala do Trono dos Imperadores e o Palácio da Pureza Celeste, onde os imperadores presidiam aos negócios do Estado. A partir de Jing Shan (a colina do Panorama), a norte, desfruta-se de uma bela vista dos telhados dourados da Cidade Proibida e também aqui se localiza o Pavilhão das Mil Fontes. De entre os templos do século XV ali existentes, sublinhamos o Qiniandian, ou Palácio da Oração pelas Boas Colheitas. Este edifício possui 41 m de altura e telhados de cor azul-escura. Na estrada que conduz à Muralha da China, podemos encontrar os 13 mausoléus dos imperadores Ming. Nos subúrbios de Pequim existe o palácio de verão da Imperatriz Ci Xi que, depois de viúva, governou a China durante quase meio século. Este palácio foi construído no século XII e possui luxuosos salões, pavilhões e fagotes, que se disseminam entre inúmeros lagos artificiais. O palácio domina o Lago Kunming.

Aspetos Turísticos e Curiosidades
Esta capital possui centros de exposições industriais permanentes, muitos parques e belos jardins, quase todos incluídos nas residências imperiais. O maior de todos é o Parque do Templo Celeste. A cidade organiza-se em dois setores retangulares: uma localizada a norte, chamada Nui Ching, a cidade tártara, e a sul, Wai Ching, a cidade chinesa, unida à anterior por três portões. No interior do primeiro setor situa-se a Cidade Imperial (Hwang Ching), onde sobressaem três lagos artificiais que ocupam a parte ocidental. Aqui também se localiza a Colina de Carvão, a Universidade e a Catedral do Norte. A leste dos lagos artificiais fica a Cidade Proibida (Kin Ching), o Salão das Audiências e a Ponte de Mármore. Através de uma avenida que parte da Cidade Proibida pode aceder-se ao Templo do Céu e ao Altar da Agricultura. No bairro comercial, situado no sul da cidade, existem terminais de caminhos de ferro que ligam Pequim a Hamkow e a Mukden.
As suas ruas largas e retilíneas são percorridas por centenas de bicicletas, autocarros e peões. Aqui, tal como em toda a China, os automóveis particulares são praticamente inexistentes. Os edifícios do governo situam-se no Parque Zhon Gnanhai. O centro da cidade corresponde ao Parque Tiananmem, que é uma das mais vastas praças públicas do mundo. Esta praça é muito utilizada como recinto, onde têm lugar comícios públicos e paradas militares.
A cidade tem sérios problemas de poluição atmosférica e hídrica. A população tem aumentado, sobretudo devido ao elevado número de imigrantes que na sua maioria vivem em bairros de lata ou em quartos alugados com precárias condições, tal como os seus empregos, em geral mal remunerados, pelo que a taxa de criminalidade tem aumentado nos últimos anos.

Economia
A sua localização tornou-a num importante nó ferroviário. Possui ligações a Kalgan, Mongólia, Tientsin, Manchúria e com o Sul da China. Pequim possui 50 estabelecimentos de ensino superior, como a Academia Chinesa, a Universidade Nacional de Pequim e a Universidade de Tsinghung e de Qinghua, sendo esta última um centro de investigação científica. É uma cidade industrial, mas sobretudo uma cidade histórica e cultural. As indústrias predominantes são de algodão, fibras sintéticas, lubrificantes, eletrónicas, de construção civil e de derivados da indústria alimentar.
Apesar da planície que envolve esta capital ser extremamente fértil, a produção de alimentos é insuficiente, pelo que a cidade tem necessidade de se abastecer nas províncias do Sul. No entanto, a sua produção agrícola inclui gado porcino e hortaliças. A atividade comercial desenvolveu-se nas últimas décadas, sobretudo ligada à produção de artesanato tradicional (objetos esmaltados, de jade, tapetes e lacados), bem como o setor dos serviços.
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