Peter Halley

Peter Halley nasceu em Nova Iorque. De 1967 a 1971 estudou na Phillips Academy em Massachusetts. Nesta altura leu Interaction of Color de Josef Albers, que seria uma grande influência ao longo da sua carreira.

Entrou para a Universidade de Yale, New Haven, onde se licenciou em História da Arte (1975). Tirou o M.F.A. na Universidade de Nova Orleães, Luisiana (1978), e no mesmo ano teve a sua primeira exposição individual no Contemporary Art Center de Nova Orleães. Também em 1978, durante um semestre ensinou Design na Universidade do Sudoeste da Luisiana, Lafayette, e nunca mais deixou a carreira de professor.
Em 1980 regressou a Nova Iorque e, atraído pelos temas pop e e pela música New Wave, usou-os como modelos para a sua arte. Começou também a escrever para a Arts Magazine e inspirado pela teoria da simulação de Jean Baudrillard, criou a sua própria filosofia, que se tornou a base do conceptualismo neogeométrico, termo que é associado ao trabalho de Halley, Ashely Bickerton e Jeff Koons (uma compilação dos seus ensaios foi publicada em 1988 com o nome Peter Halley: Collected Essays 1981-1987). Em 1989 a carreira de Peter Halley já estava assegurada, expondo nas mais conceituadas galerias dos Estados Unidos e da Europa. Por esta altura, Halley começou a explorar mais a cor.

Halley pretende fazer pinturas que tenham um impacto visual imediato e explosivo através da escala, formas angulares e cor. Tintas acrílicas, e áreas de texturas de estuque são usadas para criar efeitos subtis e brilhantes. As composições retilíneas fazem lembrar Newman, Mondrian e Albres. No entanto, o trabalho de Halley não é abstrato, tem uma base figurativa. O seu ponto de partida é uma conceção de geometria como metáfora da sociedade. Os elementos da sua iconografia são unidades celulares retangulares, ligadas por condutas lineares que representam os organismos individuais e as redes da existência urbana contemporânea. As pinturas são retratos da paisagem social, do isolamento e da conexidade.

Halley vê o seu trabalho como um projeto intuitivo, pintando uma espécie de espaço que ele próprio na sua imaginação habita. Ele aplica emoções na forma, aperfeiçoadas pela cor e a sua interpretação é sugerida pelos títulos que são, muitas vezes referências a filmes ou música.

Desde a sua primeira exposição individual, Peter Halley tem apresentado o seu trabalho nos principais museus mundiais como Museum Haus Esters, Krefeld, Alemanha (1989), CAPC Musée d'art Contemporain de Bordeaux (1991), Museum of Modern Art, Nova Iorque (1997) e Kitakyushu Municipal Museum of Art, Japan (1998). Apresentou, também, trabalhos de instalação na Galerie Thaddaeus Ropac, Paris (1995), na Universidade de Buffalo, Nova Iorque (1997) e no Museum Folkwang, Essen (1998). Os seus ensaios críticos publicados incluem duas compilações dos anos de 1980 e de 1990.
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