Philippe Claudel
Escritor e professor francês nascido em 1962, em Dombasle-sur- Meurthe, uma localidade da região da Lorena, no Nordeste da França.
Claudel licenciou-se em Letras, após elaborar uma tese sobre André Hardellet. Após terminar os estudos tornou-se professor de liceu, tendo posteriormente passado a lecionar para crianças com deficiências motoras. Mais tarde, deu aulas a detidos na prisão de Nancy, tendo prosseguido a sua carreira de professor na Universidade de Nancy ensinando as disciplinas de Antropologia Cultural e Literatura.
Desde criança, Philippe Claudel teve o gosto pela escrita, tendo começado a escrever histórias aos seis anos. Contudo, só aos 35 anos ganhou coragem para começar a levar as suas obras para serem avaliadas por editoras. Dois anos mais tarde, em 1999, foi publicado em França o seu primeiro romance, intitulado Meuse l'Oubli, com o qual viria a ganhar dois prémios: o Erckman-Chatrion e o France Bleu Sud Lorraine. Também em 1999, lançou com o fotógrafo Jean-Michel Marchetti o álbum ilustrado Le Café de l'Excelsior.
Em 2000, Claudel lançou um novo romance, Quelques-Uns des Cent Regrets, com o qual conquistou mais dois prémios literários, o Marcel Pagnol e o Lucioles. Ainda no mesmo ano, voltou a editar um álbum ilustrado como fotografias de Marchetti, chamado Barrio Floes, publicou J'Abbandonne, que ganhou o Prémio Romance da France Télévision, e escreveu uma reportagem para a conceituada revista internacional National Geographic, intitulada "Champagne-Ardenne-Alsace-Lorraine", sobre estas quatro regiões francesas. Dois anos mais tarde, voltou a colaborar com a National Geographic ao elaborar a reportagem "Nos si Proches Orients". Em 2002, o escritor francês havia publicado um ensaio intitulado Le Bruit dês Trousseaux, baseado na sua experiência como professor de detidos na prisão de Nancy.
O ano 2003 ficou marcado na vida de Claudel pela conquista do Prémio Goncourt, um dos mais prestigiados de França a nível literário, graças à obra Les Petites Mécaniques, editada no ano anterior.
A obra mais aclamada de Philippe Claudel, Âmes Grises (Almas Cinzentas), saiu em França em 2003 e foi a primeira do autor a ter edição portuguesa, o que aconteceu em 2004. Este livro conquistou o prestigiado Prémio Renaudot 2003 e foi considerado a melhor obra do ano pela revista literária francesa Lire. Os leitores da revista Livres-Hebdo elegeram Almas Cinzentas como um dos melhores romances desde 1978.
Também em 2004 Philippe Claudel assumiu a direção de uma coleção de romances chamada Ecrivins, onde os textos têm de estar relacionados com o vinho.
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