Pierre-Joseph Proudhon

Filósofo e libertário francês, Pierre-Joseph Proudhon nasceu no seio de uma família camponesa de Besançon, em 1809, e faleceu cinquenta e seis anos mais tarde em Paris. Sem meios económicos para seguir estudos, começou a trabalhar como pastor aos nove anos de idade tendo sido, em parte, autodidata. A sua condição de pobre e camponês não terá sido alheia às ideias que veio a defender.
Proudhon conheceu Karl Marx, Mikhail Bakunine e A. Herzen. Opôs-se às ideias "centralistas" e "autoritárias" de Marx acerca da organização do movimento socialista e propôs uma forma de socialismo mais libertária e mais descentralizada. No seu primeiro livro importante, Qu'est ce que la Propriété? (1840), declarou que "a propriedade é roubo", frase que se tornou um forte slogan mas que na verdade se referia ao tipo de propriedade implicado na exploração do trabalho alheio. Proudhon repudiou insistentemente a centralização do governo e da indústria. Acreditava na possibilidade de mudança pacífica da sociedade, sem recurso a revoluções. Defendia a criação daquilo que apelidou de república social, que corresponderia a uma sociedade livre, assente numa organização de tipo comunitário de dimensão local.
A crítica ao sistema vigente chegou a levá-lo à prisão (1849-52) e ao exílio (1858-62).
As suas obras principais são: Qu'est ce que la Propriété? (1840); Avertissement aux Propriétaires (1842); Système des Contradictions Économiques ou Philosophie de la Misère (1846); Le Représentant du Peuple (1848); Confessions d'un Révolutionnaire (1849); Idée Générale de la Révolution au XIXe Siècle (1851); De la Justice dans la Révolution et dans l'Église, 3 vols. (1858); Du Principe Fédératif (1863); De la Capacité Politique des Classes Ouvrières (1865).
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