Pietro Aretino

Poeta e dramaturgo italiano, Pietro Aretino nasceu na cidade italiana de Arezzo, conforme o seu nome indica, no ano de 1492, tendo a dada altura da sua vida transitado para a cidade de Perugia. Lá, iniciou a aprendizagem dos mesteres de pintor e de encadernador de livros. Este último ofício, ao colocá-lo em contacto com produtores literários, estimulou a sua própria produção de versos, que gradualmente se foram notabilizando pelo estilo incisivo, cínico e pouco moral. Trabalhou para o cardeal Giulio de Médicis e para o Papa Leão X, em Roma, e após um período de ausência desta cidade voltou, por ocasião da eleição de Giulio de Médicis ao papado (com o nome de Clemente VII). Para a Igreja, produziu obras como "Santa Catarina", "A Humanidade de Cristo", a "Vida da Virgem" e o "Génesis", entre outras. Apesar de ter pedido a dignidade cardinalícia aos pontífices Paulo III e Júlio III, esta foi-lhe negada por ambos. A família Médicis desempenhou um importante papel no patronato e proteção deste escritor, tendo inclusivamente sido Giovanni de Médicis quem ofereceu proteção a Pietro Aretino em Milão, quando este fugiu de Roma por ter sido alvo de um atentado à sua vida. Após a morte deste seu protetor, Aretino decidiu, em 1527, deslocar-se para Veneza, cidade mais tolerante com o género de escrita e vida libertinas que gostava de praticar. Aí, rodeou-se de um conjunto de seis amantes, cognominadas de "Aretinas", e chegou ao fim da vida, em 1556, com um tesouro acumulado que se estima ter ultrapassado o milhão de florins. Crê-se que esta extraordinária soma de dinheiro tenha sido conseguida através de dádivas de ricos e poderosos que assim tentaram não ser o alvo de um escritor tão crítico e destemido que podia destruir negócios e reputações.
O pintor Tiziano, seu amigo, pintou-lhe um retrato que foi considerado uma das suas obras-primas.
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