Pina Bausch

Coreógrafa e bailarina alemã, Phlippine Bausch, que ficou conhecida por Pina Bausch, nasceu em 1940, em Solingen, na Alemanha. Faleceu a 30 de junho de 2009, aos 68 anos, em Wuppertal.
Aos 15 anos começou a estudar dança na Escola Folkwang, em Essen, onde lidou com vários professores, dos quais se destaca o coreógrafo expressionista Kurt Joos.
Pina Bausch licenciou-se com 19 anos e recebeu da escola o Prémio Folkwang pelo trabalho desenvolvido. Em 1960 integrou um programa de permuta de alunos e foi estudar para Nova Iorque, nos Estados Unidos da América, na Escola Juilliard. Ao longo dos dois anos que esteve em Nova Iorque atuou como bailarina na Companhia de Dança de Paul Sanasardo e Donya Feuer e no New American Ballet. Integrou, ainda, o elenco de bailarinos da Metropolitan Opera, assim como trabalhou com Paul Taylor. Em 1962 regressou à Alemanha onde se tornou solista no recém-formado Folkwang Ballet, voltando a trabalhar com Kurt Joos, mas também com Hans Zulig e, principalmente, com Jean Cébron.
O desejo de ter algo novo para dançar levou Pina Bausch a tornar-se coreógrafa. Fragmet, de 1968, marca o início desta carreira, a que se seguiu o espetáculo Im Wind der Zeit (No Vento de Tempo), com o qual conquistou o primeiro prémio do II Concurso Internacional de Coreografia de Colónia, na Alemanha.
Entre 1969 e 1973 foi diretora artística do Folkwang Ballet, mas mantendo sempre as atividades de bailarina e coreógrafa. Foi, entretanto, convidada para dirigir a Wuppertal Opera Ballet, mas só aceitou o cargo de diretora depois de a autorizarem a levar consigo bailarinos da Folkwang.
Nas novas funções partir de 1973, Bausch ajudou a revitalizar a dança moderna na Alemanha, de tendência expressionista, bastante em voga na década de 20 do século XX, mas que perdeu importância após a ascensão do nazismo em detrimento do ballet clássico.
Em finais da década de 70 vulgarizou-se o termo Tanztheater, que significa teatro-dança, usado para distinguir o trabalho de coreógrafos como Pina Bausch, que rejeitavam o formalismo do ballett alemão e da dança pós-moderna norte-americana, então na moda. Aliás, o Wuppertal Opera Ballet mudou de nome, por iniciativa de Bausch, para Tanztheater Wuppertal.
A versão de Le Sacre de Printemps (A Sagração da primavera) de Stravinsky idealizada em 1975 pela coreógrafa alemã chamou a atenção da crítica a nível internacional, nomeadamente por ter levado ao palco rituais de terror e sacrifício.
A partir daí, criou mais de duas dezenas de peças, o que transformou o Tanztheatre Wuppertal no maior exportador cultural da Alemanha.
Para além do reconhecimento do público e da crítica, Pina Bausch colecionou prémios e galardões de prestígio, como o Prémio Alemão de Dança, a Ordem Francesa das Artes e das Letras e o Prémio Europeu de Dança, entre outros.
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