Pintura Metafísica

Pintura Metafísica (Pittura Metafisica) pretende designar uma tendência da pintura do século XX, representada por vários artistas, entre os quais se destacam os italianos Giorgio de Chirico e Carlo Carrá e o artista belga Paul Delvaux. De Chirico foi a figura mais emblemática e o líder deste movimento, tendo fundado também a revista Pittura Metafisica em 1920 que se assumiu como o orgão de divulgação deste movimento.
A Pintura Metafísica recusa a arte abstrata e contrapõe-se às correntes Futurista e Cubista, em desenvolvimento naquela altura. Apesar das diferenças da produção artística de cada um dos pintores deste movimento, é possível identificar algumas características comuns, como a fixação em representações figurativas com referências à arte clássica; a recusa da expressão do movimento; o afastamento relativamente à estética industrial ou ligada à máquina; a procura de objetos do quotidiano e de espaços urbanos para criar um universo misterioso.
De Chirico, assim como o conterrâneo Carlo Carrá manifestam uma clara preferência pela representação de espaços urbanos e de edifícios, em acentuadas perspetivas e com grandes contrastes de luz e sombra. São famosas as suas pinturas de praças vazias e povoadas por figuras e objetos misteriosos onde ressalta a impressão de imensidade, de solidão e de imobilidade, ressaltando a influência de alguns filósofos como Nietzsche, Kant e Schopenhauer. Algumas pinturas eróticas de Paul Delvaux revelam ainda a absorção de teorias ligadas à psicologia e ao subconsciente.
A Pintura Metafísica foi uma das correntes precursoras do movimento surrealista, formado a partir dos anos 10.
Como referenciar: Porto Editora – Pintura Metafísica na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2021-10-25 22:31:51]. Disponível em