Pio XI

Papa italiano, nascido em Desio (Milão) a 31 de maio de 1857, Achille Ratti era filho de Teresa Galli e Francesco Ratti. Em 1867 ingressou no seminário de menor de Seveso e em 1875 no seminário maior de Milão. Trasladou-se ao Colégio Lombardo de Roma em 1878 e em 1879 ordenou-se. Doutorou-se no ano de 1882 em Teologia, na Academia de São Tomás de Aquino, em Direito Canónico, na Universidade Gregoriana e em Filosofia, na Universidade la Sapienza. Neste mesmo ano, foi para Milão, onde publicou ao longo de trinta anos inúmeras obras sobre variadíssimos assuntos, sendo unanimemente reconhecida a sua excelência intelectual. Nesta cidade trabalhou na Universidade Lombarda e no seminário de São Pedro de Milão, em 1888 tornou-se doutor da Biblioteca Ambrosiana e em 1907 prefeito desta mesma biblioteca, que aumentou e modernizou. Foi cónego da catedral de Milão, em 1912 passou a trabalhar na Biblioteca Vaticana e em 1914 tornou-se prefeito da mesma. Foi cónego de São Pedro, protonotário apostólico, visitador apostólico da Polónia em 1918, núncio apostólico neste país, arcebispo de Lepanto, bispo de Milão e cardeal.
Pietro Gasparri foi nomeado secretário de Estado pelo sucessor de Bento XV, tendo depois ocupado o seu posto aquele que seria Pio XII, Eugénio Pacelli.
A 11 de fevereiro de 1929 assinaram-se os Pactos lateranenses, depois de um extenso período de negociações, sendo passados para o Estado italiano os estados Pontifícios. Foi assim que surgiu o Estado do Vaticano, com o tamanho suficiente para que a independência do papa fosse efetiva. Ficou também assente que o casamento canónico teria um efeito civil e que o ensino religioso teria direito a existir na instrução pública, tendo-se mantido esta concordata até 1984. Durante este pontificado, de 6 de fevereiro de 1922 a 10 de fevereiro de 1939, iniciou-se a difusão doutrinária da Opus Dei, criada pelo beato Josemaría Escrivá de Balaguer, tendo o papa incentivado a Ação Católica também com um espírito similar, de ajuda secular ao apostolado da Igreja.
Pio XI tentou evitar que os países colonizadores interferissem no plano de missionação, incitou os fiéis a contribuírem com esmola e oração para a propagação da Fé e centralizou em Roma todas as obras missionárias. Em 1926 emitiu inclusivamente a encíclica Rerum Ecclesiae, onde proclama a necessidade e direito dos indígenas se ordenarem.
Pio XI tornou doutores da Igreja São Roberto Belarmino, São Pedro Canísio, São Alberto Magno e São João da Cruz, tendo canonizado São João Maria Batista Vianney (conhecido também como Santo Cura de Ars), São João Eudes, São Tomas More, Santa Maria Madalena Barat e São João Fisher.
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