Plistoanax
Rei de Esparta da casa dos Ágidas, morreu em 409 ou 408 (alguns defendem até 407) a. C., não se conhecendo a data do seu nascimento.
Era pai de Pausânias, que lhe sucedeu à frente dos destinos de Esparta. Subiu ao trono em 458 (ou 459), sob a tutela de seu tio Nicomedes, tendo reinado até 409 (ou 408). Na primavera de 446, durante as revoltas de Eubeia e de Mégara em Atenas (aqueles teritórios pertenciam a essa pólis), Plistoanax marchou sobre a Ática (região onde fica Atenas) à frente de um exército que englobava contingentes não só de Esparta mas de outras cidades e terras do Peloponeso. Junto a si ia o seu conselheiro Cleândridas, tendo Plistoanax acampado, com as suas hostes, em Elêusis. Péricles logo acorreu com todas as forças atenienses disponíveis. Mas em vez de partirem para a batalha, ambos os comandantes, Plistoanax e Péricles, preferiram negociar e chegaram a um acordo preliminar de paz que conduzisse a uma paz efetiva por trinta anos, que foi estipulada que começasse em finais de 446 a. C.
Regressado a Esparta, Plistoanax pagou a sua política de paz com Atenas com a instauração de um processo contra si pela sua cidade, acusado de corrupção e sentenciado com o exílio na Arcádia. Em 427-26, num momento de crise interna no "partido" espartano favorável à guerra, Plistoanax foi chamado de novo à sua pátria graças à intervenção do oráculo de Delfos, que assim o ditou. Prosseguiu então, de novo, a sua política de negociações, a qual foi coroada pela chamada paz de Nícia, em 421 a. C.
Todavia, as hostilidades entre Esparta e Atenas reacenderam-se, tendo Plistoanax, ágida, passado governar a par de Ágis II (427-399 a. C.), um soberano da casa real dos Euripôntidas. Ágis II, rei favorável à guerra com Atenas, lançou-se logo numa batalha contra os atenienses, em Mantinéia, em 418 a. C., embora o tenha feito contra a tradição, isto é, deveria ter esperado pelo outro rei, no caso Plistoanax, o que não fez. Plistoanax, por seu turno, retirou-se mal soube da vitória de Ágis.
Em 409 ou 408 (ou 407) a. C., morria Plistoanax, sucedendo-lhe seu filho Pausânias.
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