Poemas

Colige, com organização de Petrus (o bibliófilo Pedro Veiga), poemas e reflexões de Luís de Montalvor, esparsamente publicados em vida do autor, nas várias revistas que fundou ou em que colaborou, como Orpheu, Centauro, Athena, Presença, Cadernos de Poesia, entre outras. Revelando a importância de que se reveste, na sua formação poética, uma primeira incursão por uma poesia de cunho tradicional (A Noite de Satan, 1911, A Caminho, 1912), a poesia de Luís de Montalvor trará ao Modernismo um exemplo, através da leitura atenta dos simbolistas, da possibilidade de conjugação de uma poesia rigorosamente ritmada (recurso a esquemas rimáticos, a rimas internas, a recorrências métricas), com a problematização do sujeito poético típica do Modernismo. Dividida em um antes e um após Orpheu, a poesia de Luís de Montalvor tenta recuperar a lição de um simbolismo - que não fora exatamente o que impregnara a nossa leitura finissecular (mais devedora, através de Eugénio de Castro, da matriz de Verlaine) -, que, realizado nos modelos de Mallarmé ou de Pessanha, viria a alimentar também algumas manifestações do modernismo, como o intersecionismo ou o paulismo.
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