Poesia cultista

Poesia que tende para abusar de metáforas requintadas e extravagantes, exuberância de elementos pitorescos e musicais, hipérboles, repetições e ritmos complicados de correspondências e plurimembrações, hipérbatos, anáforas e antíteses violentas, sendo notória a sua falta de clareza e de simplicidade. É a poesia do culto e do malabarismo das palavras, do luxo e da pompa de dicção, que se deveu, entre nós, ao poeta cordovês Luís de Gôngora y Argote, celebrizado pelas Soledades, e a Ledesma, autor dos Conceptos espirituales. Este estilo foi muito apreciado pelos autores barrocos.
Como referenciar: Poesia cultista in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-12-09 05:42:44]. Disponível na Internet: