Poesia cultista

Poesia que tende para abusar de metáforas requintadas e extravagantes, exuberância de elementos pitorescos e musicais, hipérboles, repetições e ritmos complicados de correspondências e plurimembrações, hipérbatos, anáforas e antíteses violentas, sendo notória a sua falta de clareza e de simplicidade. É a poesia do culto e do malabarismo das palavras, do luxo e da pompa de dicção, que se deveu, entre nós, ao poeta cordovês Luís de Gôngora y Argote, celebrizado pelas Soledades, e a Ledesma, autor dos Conceptos espirituales. Este estilo foi muito apreciado pelos autores barrocos.
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