Poesia satírica
A literatura medieval portuguesa testemunha uma vocação satírica cultivada desde os cancioneiros primitivos até à poesia palaciana.
Na lírica trovadoresca galego-portuguesa, as cantigas de escárnio e maldizer, visando com frequência certas personagens como jograis, soldadeiras, clérigos, fidalgos, plebeus nobilitados, satirizam certos aspetos da vida da corte, circunstâncias políticas, situações anedóticas e picarescas que apresentam uma ridicularização do amor cortês.
Menos licenciosa, a poesia satírica do Cancioneiro Geral, assumindo também a sátira à sociedade do tempo, moteja costumes, indumentárias, constrangimentos da vida da corte; assume, frequentemente, uma postura antiexpansionista; denuncia a desordem social e apresenta, num ataque às damas, o reverso do amor cortês, privilegiando as composições coletivas de tom jocoso.
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Cancioneiro GeralVolumosa coletânea poética, reunida e organizada por Garcia de Resende, impressa em Lisboa, em 1516,...
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ParadoxoFigura de estilo em que a antítese é anulada e a contradição plenamente assumida, na construção de e
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ParáfraseNo sentido propriamente literário, corresponde à tradução livre e desenvolvida de um texto original
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PalimpsestoLiteralmente, o palimpsesto é um pergaminho cujo manuscrito original foi apagado para se escrever de
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ParalelismoO paralelismo constitui uma das características estruturais da lírica galego-portuguesa, consistindo
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ParnasianismoCorrente literária surgida em França, com a publicação em 1866 da revista Parnasse Contemporain, que
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PasticheO pastiche inclui-se no campo da hipertextualidade, estabelecendo uma relação de transfiguração esti
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parataxeTermo que designa a ordenação sintática das frases com o recurso predominantemente a orações coorden
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PastorelaNormalmente considerada como variedade da cantiga de amigo, embora alguns autores entendam que é um
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PanfletoTermo que designa uma brochura ou folheto breve e incisivo, em prosa ou em verso, de carácter satíri