Poesias

Coletânea de poesias contendo um prólogo do autor, Luís Augusto Palmeirim, e uma carta do crítico Lopes de Mendonça, dividida em três livros: Poesias líricas, Poesias populares e Recordações da Península. O primeiro, onde se destacam composições como "A Poesia" ou "O Poeta", em que Palmeirim define metatextualmente as coordenadas da sua arte poética, é percorrido transversalmente pelo tema da exaltação patriótica ("Portugal", "Inês de Castro", "Luís de Camões") e pela apologia da liberdade, mediante a evocação de figuras como a do poeta-guerreiro ("O Guerrilheiro") ou a do herói fora da lei ("O Bandido"), convergindo no protesto do sujeito poético: "Fadado por Deus poeta / Hei de cumprir a missão. / Purifiquei-me nas águas / Deste moderno Jordão: / Sou livre. / Não curvo o colo / Ante um fingido brasão, / Só digo o que tenho dentro / Bem dentro do coração." O segundo livro inclui a maior parte dos rimances populares ao jeito de Garrett - já no primeiro livro surgira "A promessa do barqueiro" -, com destaque para a famosa "Aninhas", "toada popular do Ribatejo". O terceiro reúne composições sobre episódios da história recente de Portugal, salientando-se a poesia "Gomes Freire. 18 de outubro de 1817", evocando o martírio do general liberal.
A segunda edição, de 1854, inclui em apêndice, por opção do editor (A. J. F. Lopes), três juízos críticos de Torres e Almeida, Delfim Maria de Oliveira Maia e Lopes de Mendonça.
Como referenciar: Porto Editora – Poesias na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2021-09-22 04:25:59]. Disponível em