polimorfismo

Poliformismo é a presença de mais de um alelo num determinado locus. Um gene-pool é um enorme reservatório de variabilidade que se manifesta com baixa frequência embora com muitos alelos presentes. Até muito recentemente, os biólogos não podiam calcular a taxa de ocorrência de polimorfismo nas populações porque, apesar de conhecerem as mutações, não verificavam os seus efeitos nas experiências realizadas. Atualmente os biólogos podem, com base numa amostra de proteínas de um organismo e, através de técnicas bioquímicas tais como a eletroforese, verificar se existem duas ou mais formas determinadas por diferentes sequências de aminoácidos. Cada variedade de uma determinada proteína é codificada por um alelo diferente. Utilizando este tipo de dados, calcula-se que 25% dos loci da população de vertebrados são polimorfos. Se bem que um indivíduo diploide possa ter somente dois alelos em cada locus o gene-pool da população pode conter mais de dois alelos num locus genético específico. Um exemplo de polimorfismo nos humanos é o dos grupos sanguíneos que são determinados por três alelos. Os três alelos estão presentes no gene-pool, mas um indivíduo não possui mais de dois deles.
Nos insetos sociais, como as abelhas, vespas, formigas e térmitas, é característica a diferenciação morfológica. É um fenómeno biológico designado por polimorfismo sexual. Há sempre um grupo de indivíduos reprodutores, constituído por indivíduos férteis de dois sexos, e um grupo de formas trabalhadoras constituído por indivíduos estéreis. Assim, por exemplo, entre as abelhas, a rainha é a fêmea fértil, os zângãos os machos férteis, enquanto que as obreiras são fêmeas estéreis. Distinguem-se umas das outras por características morfológicas externas e por uma grande diferença no desenvolvimento do sistema nervoso e das normas de conduta instintiva.
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