polimorfismo

Devido a terem estrutura cristalina diferente, os minerais polimorfos apresentam propriedades físicas diferentes que os permitem distinguir, já que a análise química não os distingue. É particularmente evidente a alteração da estabilidade, havendo, para determinadas condições, formas mais estáveis do que outras. Utilizam-se as primeiras letras do alfabeto grego para designar os polimorfismos (por. ex. quartzo a e quartzo b, em que a forma estável a temperatura mais baixa é a alfa).
Admite-se que os estados polimorfos são derivados de uma forma inicial, quer por deformação do retículo cristalino dessa forma, quer por uma destruição parcial do retículo cristalino primitivo, com reagrupação posterior dos fragmentos residuais.
As transformações das estruturas parecem ser consequência das variações das condições físico-químicas, experimentadas pelo mineral inicialmente formado ou existente durante a cristalização.
Constituem exemplos de polimorfismo as formas alotrópicas do enxofre, que pode ocorrer em formas ortorrômbicas ou monoclínicas; o carbono, com os seus polimorfos grafite e diamante, que ocorrem, respetivamente, em formas hexagonais e cúbicas; e o carbonato de cálcio, nas formas de calcite (hexagonal) e aragonite (ortorrômbica).
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