Pombal

Aspetos Geográficos
O concelho de Pombal, do distrito de Leiria, localiza-se na Região Centro (NUT II) e no Pinhal Litoral (NUT III). Está situado na margem direita do rio Arunca e próximo da serra do Sicô, é limitado a norte pelo concelho de Soure e Figueira da Foz (ambos do distrito de Coimbra), a sul por Ourém e Leiria, a este por Ansião e Alvaiázere e a oeste estende-se até ao oceano Atlântico.
No total abrange uma área de 625,7 km2 e é constituído por 17 freguesias: Abiul, Albergaria dos Doze, Almagreira, Carnide, Carriço, Guia, Ilha, Louriçal, Mata Mourisca, Meirinhas, Pelariga, Pombal, Redinha, Santiago de Litém, S. Simão de Litém, Vermoil e Vila Cã. Em 2005, o concelho apresentava 57 985 habitantes.
O natural ou habitante de Pombal denomina-se pombalense.

História e Monumentos
Pombal apresenta vestígios do período neolítico e romano - foram encontradas moedas romanas nas obras de restauro do castelo.
No início do século XII, a Ordem dos Templários deixou marcas da sua presença na região, tendo sido construída, em 1147, uma fortaleza militar - o castelo de Pombal, no morro de Santo Amaro - por Gualdim Pais, mestre da Ordem dos Templários.
O seu foral foi concedido em 1174 e renovado dois anos mais tarde, em 1176.
Pombal foi elevada a cidade na década de 90 do século XX.
Em 1519, D. Manuel ordenou a recuperação do castelo que veio a ser a residência do alcaide-mor da vila, o Conde de Castelo-Melhor.
No período entre 1777 e 1782 este concelho foi residência do Marquês de Pombal, que mandou construir a cadeia e o celeiro na Praça Velha e a real Fábrica de Chapéus na Quinta da Gramela.
Nos finais do século XVIII a estrada real foi desviada para Pombal e construiu-se uma ponte sobre o rio Arunca.
Em 1811 Pombal foi invadido pelas tropas francesas que saquearam e incendiaram toda a povoação, pondo fim a todo o desenvolvimento que a região vinha ganhando.
Mais tarde, em 1833, a localidade foi abandonada e isolada, devido a um surto de cólera que matou muita gente.
Este isolamento só foi ultrapassado em 1855 com a construção da linha-férrea, que permitiu a comunicação rápida e fácil com os principais centros de Portugal.
Face à sua história, Pombal é dotado de um vasto rol de monumentos, como o Celeiro do Marquês, o Castelo de Pombal (1171; Gualdim Pais), que ainda hoje constitui uma das fortalezas mais bem preservadas do país, a Igreja de Sta. M. do Castelo (séc. XVI, D. Manuel I); a Igreja Matriz de S. Martinho que data da Idade Média; a Igreja do Cardal, de estilo barroco e onde se encontra sepultado o Marquês de Pombal; o Convento de Sto. António, a Torre do Relógio Velho, obra de D. Pedro; a cadeia mandada construir pelo Marquês de Pombal e cuja finalidade parece ter sido a de tapar o sol da Casa dos Condes de Castelo Melhor; a estátua do Marquês de Pombal no Jardim do Cardal; o Solar da Quinta da Gramela, a Casa do Marquês, que passou aqui os últimos anos da sua vida, e outras casas brasonadas.
Na freguesia de Abiul existe a mais antiga praça de touros do país, palco de atuação de corridas de toiros de gala à antiga portuguesa.

Tradições, Lendas e Curiosidades
Todos os anos se realizam várias festas no concelho, das quais se salientam: a de Santo Amaro a 15 de janeiro e a festa da Chouriça, também em janeiro, em Ilha; em abril tem lugar a festa de S. Jorge, em Seixos, Redinha; em junho decorre a feira da Guia, em Guia; a festa dos Manjericos, no dia 13 de junho em Mata Mourisca; as festas de S. João no dia 24 de junho, em Pelariga e Carriço; em julho ocorre a festa do Bodo e as festas de N. Sra. da Conceição, no último fim de semana, em Redinha; em agosto têm lugar as touradas tradicionais de Abiul, no primeiro fim de semana, a festa de N. Sra. das Neves, no dia 5 e a festa de N. Sra. das Dores, no primeiro domingo, em Meirinhas; as festas de Carnide, no primeiro domingo, em Carnide; as festas de N. Sra. da Boa Morte, nos dias 14 e 15, em Louriçal; em outubro têm lugar as festas de N. Sra. do Rosário, no primeiro fim de semana, em Vila Cã; por fim, em novembro ocorrem as festas de S. Martinho, no dia 11, e de Sta. Clara.
O feriado municipal decorre a 11 de novembro.
Do artesanato típico do concelho sobressaem os trabalhos de figuras de barro em louça de barro vidrado, em madeira, cortiça, lata e arame, os tapetes, as cestas, as esteiras de bracejo, a cerâmica pintada à mão e a tecelagem de mantas em tear manual.

Economia
No setor primário destacam-se as culturas de arroz, as pequenas hortas associadas a uma policultura, os cereais e a fruta.
No setor secundário destacam-se as indústrias alimentar, de vestuário, de cerâmica e a indústria extrativa de caulinos e areias.
No setor terciário destaca-se o comércio a retalho.
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