Portimão

Aspetos Geográficos
O concelho de Portimão, do distrito de Faro, localiza-se na Região do Algarve (NUT II e III). É limitado a oeste pelo concelho de Lagos, a este por Lagoa, a norte por Monchique, a nordeste por Silves e a sul pelo oceano Atlântico. Ocupa uma superfície de 181,5 km2, distribuída por três freguesias: Portimão, Mexilhoeira Grande e Alvor.
Em 2005, o concelho de Portimão tinha 46 350 habitantes. O natural ou habitante de Portimão denomina-se portimonense.
Apresenta um clima temperado mediterrânico, com uma temperatura média anual de 17,8 °C; nos meses de verão (julho, agosto e setembro) as temperaturas atingem valores superiores a 30 °C, enquanto que nos meses de inverno as temperaturas são amenas e a precipitação regista valores pouco elevados (377,5 mm - média outubro/março).
Tem como recursos hídricos a ribeira de Boina, o rio Arade, a ribeira de Alvor e as praias da Rocha e do Vau.
Apresenta uma costa recortada, sendo de salientar dois pontos fundamentais: Delgadas (48 m) e Castelo Belinho (105 m).

História e Monumentos
O concelho de Portimão remonta à Antiguidade, altura em que aí se terão fixado navegadores fenícios, gregos e cartagineses, atraídos pela costa recortada e pela foz do rio Arade, que lhes proporcionou um porto seguro para as trocas comerciais. Foi também ocupada pelos Romanos, como provam a descoberta de uma necrópole, a 5 km da Mexilhoeira Grande, constituída por cerca de 12 sepulcros de corredor, a construção de casas ao longo da margem do rio e de tanques de salga, entre outras descobertas.
As origens de Portimão datam de 1463, altura em que surgiu na margem direita do rio a povoação de S. Lourenço da Barrosa. Mais tarde, foi denominada por D. João II (1476), de Vila Nova, terra de nobres e de condes. D. Manuel fez de D. Martinho de Castelo Branco o primeiro conde de Portimão. A elevação a cidade aconteceu em 1924.
Do ponto de vista arquitetónico e monumental, destacam-se:
- a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, matriz de Portimão, cuja construção original remonta ao século XV, tendo sido reconstruída no século XVII, e remodelada no século XIX. Da edificação primitiva, subsiste um portal gótico;
- o Convento de S. Francisco, que remonta a 1535 e que foi nacionalizado, durante o liberalismo, e depois profanado e vandalizado, chegando a ser um depósito de cortiça;
- os fortes de Santa Catarina e S. João, construídos em 1640 e 1643, respetivamente, que constituíram um importante porto seguro de embarcações nacionais e estrangeiras contra a pirataria.

Tradições, Lendas e Curiosidades
Neste concelho realizam-se algumas feiras e festas, tais como: a festa de Santa Catarina, (3 e 4 de julho), a Final do Festival Nacional de Folclore (setembro), na praia da Rocha, a festa da cidade (11 de dezembro) e a Feira de São Martinho (11 de novembro).
A nível de artesanato destacam-se os trabalhos em olaria, cerâmica, tecelagem, bordados, cestaria, ferro forjado, cobre, vitrais e mármore, que se podem apreciar no Museu Etnográfico do Traje Algarvio.

Economia
No setor primário, a área agrícola ocupa mais de 50% do território (52,1%), sendo típicos desta área os cultivos de frutos secos, frutos frescos, principalmente citrinos, os prados temporários, as culturas forrageiras e os prados e pastagens permanentes. Pratica-se um sistema de culturas por afolhamento e com utilização de pousio. No que diz respeito à pecuária, aves, ovinos e suínos destacam-se como as principais espécies criadas. Portimão é um concelho com uma densidade florestal da ordem dos 16,9% da superfície agrícola útil, o que corresponde a cerca de 1028 ha.
No setor secundário, a indústria conserveira (sardinha), com grande tradição no concelho, e a produção de sal são as principais atividades.
O setor terciário é, sem dúvida, o motor da economia do concelho e está relacionado com o turismo, nomeadamente o turismo balnear.
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