Porto de Mós

Aspetos Geográficos
O concelho de Porto de Mós, do distrito de Leiria, localiza-se na Região Centro (NUT II) e no Pinhal Litoral(NUT III). Situado no limite norte da serra dos Candeeiros, é limitado a norte pelo concelho da Batalha e Leiria, a sul por Santarém, a este por Alcanena e a oeste por Alcobaça.
No total abrange uma área de 264,3 km2 e é constituído por 13 freguesias: Alcaria, Alqueidão da Serra, Alvados, Arrimal, Calvaria de Cima, Juncal, Mendiga, Mira de Aire, Pedreiras, São Bento, Porto de Mós (São João Batista), Porto de Mós (São Pedro) e Serro Ventoso. Em 2005, o concelho apresentava 24 576 habitantes.
O natural ou habitante de Porto de Mós denomina-se porto-mosense.
Locais de interesse naturais são o Parque Natural das serras de Aire e Candeeiros, as grutas de Alvados, Sto. António e Mira de Aire, as lagoas do Arrimal e as florestas de carvalho-cerquinho.

História e Monumentos
Existem vestígios romanos, muçulmanos e mesmo fósseis e ossadas de dinossauros no concelho.
A presença do homem data da idade do bronze, comprovada pelos achados de alguns utensílios domésticos.
A primeira referência histórica do concelho remonta a 1153.
D. Fuas Roupinho, primeiro alcaide do castelo, constitui uma figura importante na história do concelho e os seus feitos foram citados na obra Os Lusíadas de Luís de Camões. Após a sua morte a região voltou a ser invadida pelos mouros.
Em 1385 a região foi doada a Nuno Álvares Pereira, antes da batalha de Aljubarrota.
O primeiro foral foi doado em 1305 por D. Dinis e renovado por D. Manuel em 1515.
Do património arquitetónico sobressaem o Castelo de Porto de Mós, que data do reinado de D. Afonso, Conde de Ourém, constituindo o exlibris da história da região; a Igreja Matriz de S. João Batista, a Igreja de S. Pedro de estilo barroco, o Convento dos Agostinhos Descalços, a Capela de Sto. António, a Capela de S. Jorge de Aljubarrota, em homenagem à batalha de Aljubarrota, o Museu Militar e os moinhos de pedra da Portela de Vale Espinho.

Tradições, Lendas e Curiosidades
Todos os anos se realizam várias festas e feiras nas várias freguesias do concelho, como as festas de N. Sra. dos Prazeres na Pascoela, de Sto. António em julho, e de S. Silvestre e Sta. Susana em 1 de janeiro, todas em Alcaria; as festas de N. Sra. do Rosário, de S. Bento e de Sta. Quitéria em agosto, em Aqueidão da Serra; as festas de Sto. António e S. Sebastião em agosto, e uma feira mensal a cada dia 7, em Alvados; as festas de Sta. Maria no domingo próximo de 2 de fevereiro e de Sto. António a 13 de junho, o festival de folclore da Lagoa Grande no domingo próximo de 24 de junho, em Arrimal; as festas de Sta. Marta em agosto/setembro, N. Sra. da Vitória em julho e N. Sra. da Guia em janeiro, em Calvaria de Cima; no Juncal decorre em julho a festa de Sto. António e de N. Sra. do Carmo, em agosto as festas de S. Miguel e em meados do mês as de S. Sebastião e da N. Sra. da Piedade; as festas de N. Sra. da Assunção e a Festa da Sociedade Recreativa de Cabeça Veado, em Mendiga; em Mira de Aire decorrem as festas de S. Silvestre no primeiro domingo de janeiro, da Sra. da Boa Morte no último fim de semana de julho, da Sra. do Amparo no Natal, as festas de S. João da Fraga em julho e o mercado semanal ao sábado; em Pereiras decorre em janeiro a festa de S. Sebastião, em junho as festas de Sto. António e N. Sra. da Piedade e em agosto a festa de S. Cristóvão; em S. Bento têm lugar as festas de S. Bento na Pascoela, de N. Sra. da Conceição em agosto e a feira mensal a 27 de cada mês; em Porto de Mós (S. João) decorrem as festas de N. Sra. da Piedade entre julho e meados de agosto, S. Miguel a 4 de setembro, N. Sra. da Luz em julho/agosto, do Livramento em julho, do Amparo em agosto, as festas de N. Sra. do Desterro na segunda semana de agosto, as Festas do Concelho/S. Pedro no final de junho, de N. Sra. da Conceição em maio e uma feira todas as sextas-feiras; finalmente, em Serro Ventoso ocorrem as festas de S. Sebastião em janeiro, a festa do Domingo Magro em fevereiro, de Sto. António em julho, de N. Sra. da Saúde em agosto, de N. Sra. do Carmo e de S. Silvestre em setembro.
O feriado municipal decorre a 29 de junho.
A nível de artesanato sobressai a azulejaria, a cerâmica figurativa, a cestaria, os trabalhos em cortiça, pele, macramé, corda, flores e em pedra calçada, a tecelagem em tear manual, a olaria e as pirogravuras.

Economia
A nível económico sobressai o setor terciário, com o comércio a retalho, nomeadamente produtos alimentares e bebidas, produtos químicos e farmacêuticos, têxtil, vestuário e calçado, móveis e artigos de mobiliário, material de construção e ferragens, automóveis, bicicletas e motores, combustíveis sólidos e líquidos.
A nível do comércio grossista, salientam-se os vinhos e tabaco, madeira, cortiça e material de construção, minerais químicos e metalúrgicos e produtos de agricultura, suinicultura e pecuária.
O turismo é essencialmente de habitação.
No setor secundário as indústrias de maior importância são as de transformação de cerâmica, mármores, faianças, indústria têxtil e outras indústrias: alimentar, madeira, minerais não metálicos, etc.
Da agricultura são de realçar os cereais (milho, trigo, aveia, cevada e centeio), arroz, outros cereais para grão, pequenas hortas (batata, oleaginosas, etc.), pomares (pessegueiros, macieiras, pereiras e citrinos), oliveiras e viveiros de vinha e árvores de fruto. A agricultura tem um peso insignificativo na economia do concelho.
Como referenciar: Porto de Mós in Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2020. [consult. 2020-07-12 14:04:38]. Disponível na Internet: