Prémio Goncourt

O prémio literário francês Goncourt, criado em 1903, é considerado o mais importante galardão do género em França.
Anunciado desde sempre no restaurante Drouant, em Paris, já distinguiu autores como John-Antoine Nau, o primeiro, pela obra Force Ennemie, Marcel Proust (A l'Ombre des Jeunes Filles en Fleurs), André Malraux (La Condition Humaine - A Condição Humana), Simone de Beauvoir (Les Mandarins - Os Mandarins), Romain Gary (Les Racines du Ciel e La Vie Devant Soi, este último sob o pseudónimo Emile Ajar), Patrick Modiano (Rue des Boutiques Obscures - A Rua das Lojas Escuras), Marguerite Duras (L'Amant - O Amante), Tahar Ben Jelloun (La Nuit Sacrée - A Noite Sagrada), Amin Maalouf (Le Rocher de Tanios - O Rochedo de Tanios), Laurent Gaudé (Le Soleil des Scorta - O Sol dos Scorta) e François Weyergans (Trois Jours Chez Ma Mère).
O Goncourt atribui um prémio monetário simbólico de dez euros, mas a obra vencedora hoje em dia tem uma venda garantida de pelo menos 300 mil exemplares. O único escritor que na história dos Goncourt recusou o prémio foi Julien Gracq, em 1951. O prémio só por uma vez não foi atribuído, em 1914, devido ao início da Primeira Guerra Mundial.
O Prémio Goncourt surgiu devido à vontade manifestada pelo homem das artes Edmond de Goncourt, que no seu testamento encarregou o amigo Alphonse Daudet de constituir uma academia literária. Os irmãos Goncourt, Jules e Edmond, tentaram reconstituir em Paris, no século XIX, o ambiente dos salões literários do século anterior. Após morte de Jules em 1870, coube a Edmond continuar essa tarefa. Quando este morreu, em 1896, a missão cultural dos dois irmãos pôde ser continuada graças ao testamento de Edmond. No testamento explicou que Alphonse Daudet deveria constituir, no ano da sua morte, uma sociedade literária, destinada a atribuir um prémio anual de romance e uma renda anual aos dez membros da entidade a criar. Estes deveriam reunir todos os meses e na reunião de dezembro anunciar o vencedor.
A Academia Goncourt é composta por dez membros que se reúnem na primeira terça-feira de cada mês no restaurante Drouant, em Paris. Para pertencer à Academia Goncourt é preciso ser escolhido pelos restantes elementos, após a morte ou saída de um destes. É condição obrigatória ser autor de língua francesa, o que permitiu em 1996 a eleição, por exemplo, do espanhol Jorge Semprún, que escreve habitualmente em francês.
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