Primeira Guerra Sino-japonesa

A primeira guerra sino-japonesa foi um conflito travado entre a China e o Japão, no final do século XIX, motivado pela disputa do controlo da Coreia e que teve um significado profundo para estes dois países asiáticos. Para a China marcou o declínio da dinastia Qing, ao mesmo tempo que para o Japão reafirmava o sucesso da modernização do país, iniciado com a Restauração Meiji. O Japão procurava conter a ameaça russa que se aproximava do Norte da China e da Coreia, através de uma política de expansão nacionalista, e a Coreia procurava por seu lado manter as suas tradições e as relações privilegiadas com a China.
Em 1875 a China permitiu que o Japão reconhecesse a Coreia como um estado independente, mas a guerra tornou-se inevitável. A 1 de agosto de 1894 foram oficialmente declaradas as hostilidades. A vantagem dos japoneses era evidente, nomeadamente nas batalhas travadas em volta de Seul e Pyongyang, e em Liaoning. Os japoneses avançaram para a Manchúria, até que os chineses foram forçados a assinar um tratado de paz em 1895 no porto japonês de Shimonoseki, na ilha de Honshu, que fez da Coreia um protetorado japonês, e obrigou a China a ceder Taiwan, a Península de Liaodong e as ilhas dos Pescadores, bem como a pagar uma indemnização. Mais tarde a Rússia, a França e a Alemanha (Tríplice Intervenção) obrigaram, por sua vez o Japão a entregar a Península de Liaodong, e a China a pagar uma indemnização mais elevada.
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