princípio da correlação estratigráfica

O princípio da correlação estratigráfica ou da identidade paleontológica, estabelecido pelo engenheiro William Smith no fim do século XVIII, determina que os estratos ou conjuntos de estratos caracterizados pelas mesmas associações de fósseis são da mesma idade.
O conteúdo geológico, traduzido em fósseis, pode estar integrado por espécies chamadas fósseis característicos, que se caracterizam por terem tido durante a sua vida, relativamente curta, uma grande área de dispersão geográfica, relacionada, quase sempre, com o tipo de vida do organismo. Aqueles que durante o seu desenvolvimento viveram, por exemplo, uma fase planctónica tiveram a possibilidade, nas áreas oceânicas, de uma ampla dispersão em todas as bacias marinhas, sendo essa dispersão somente limitada pelo regime de correntes e climas.
Se a dispersão for acompanhada por um rápido processo evolutivo, a nível dos caracteres morfológicos, o fóssil característico identifica-nos a idade relativa de um estrato formado durante o curto processo evolutivo do organismo que originou o fóssil ao longo de toda a área geográfica em que viveu. Alguns destes fósseis, desde que conhecidos o momento da aparição e o da extinção no tempo, limitam dentro do estrato formado a idade relativa do mesmo. É assim possível estabelecer correlações a nível regional, tendo como base uma série-tipo ou formação. A formação é definida geograficamente pelo nome do lugar onde é estudada conjuntamente com as características litológicas e paleontológicas apresentadas.
Se este tipo de formação pode ser identificado em diversos lugares da Terra, mais ou menos afastados, adquire valor de estrato-tipo, que em muitos casos pode converter-se numa unidade fundamental do tempo, o andar.
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