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princípio da exclusão competitiva
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Gause demonstrou a validade deste princípio através de experiências laboratoriais com culturas de duas espécies de paramécias: Paramecium aurelia e Paramecium caudatum. Quando as duas espécies eram cultivadas em idênticas condições em locais separados, ambas cresciam bem. Contudo a Paramecium aurelia multiplicava-se muito mais rapidamente do que a Paramecium caudatum, mostrando que a sua eficiência para utilizar os alimentos disponíveis era maior. Quando as populações das duas espécies eram colocadas em conjunto, a Paramecium aurelia multiplicava-se muito mais rapidamente que a Paramecium caudatum, que rapidamente morria.
Em experiências de laboratório, nem sempre o menor crescimento é do maior competidor, como se observou com duas espécies de lentilhas-de-água, Lemna gibba e Lemna polyrrhize. Em cultura pura, a Lemna gibba cresce mais lentamente que a Lemna polyrrhize. A Lemna gibba tem pequeníssimos sacos de ar que servem de pequenos pontões, o que leva estas plantas a formar uma massa que cobre as outras espécies, impedindo a passagem da luz. Como consequência, a Lemna polyrrhize fica à sombra e morre. É possível que, em condições diferentes de cultura, as experiências com Lemna e Paramecium possam ser reversíveis. Contudo, como as experiências foram realizadas em condições constantes, uma espécie domina a outra, que é eventualmente eliminada.
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Como referenciar
princípio da exclusão competitiva na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$principio-da-exclusao-competitiva [visualizado em 2026-06-05 08:56:37].

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