processo de fossilização

Designação do conjunto de transformações, em geral de mineralização, que os seres vivos ou os restos de seres vivos experimentam a seguir à sua morte e ao seu enterramento no solo. A fossilização é um fenómeno de exceção, principalmente para os animais e plantas de grande tamanho. Quando um ser vivo morre, é atacado muito rapidamente pelos necrófagos e decompositores de todos os tamanhos e de variadas espécies que vão destruir o seu corpo, começando pelas partes moles. Para que ocorra a fossilização, é necessário que o corpo se afunde no solo e fique ao abrigo do ar. A preservação das partes moles é excecional, sendo exemplos os insetos conservados no âmbar, os mamutes das turfeiras da Sibéria e poucos mais.
Os processos de fossilização podem verificar-se através de: conservação, que pode ser total se o cadáver subsiste completamente; mumificação, que geralmente ocorre nos desertos onde os cadáveres podem ser desidratados; mineralização, em que substâncias minerais como a sílica, sais de cálcio, óxidos de ferro ou qualquer outra substância dissolvida podem substituir pouco a pouco os constituintes do cadáver; incrustação, em que precipitações como, por exemplo, a do carbonato de cálcio incrusta o organismo; moldagens, em que o corpo do animal ou vegetal desaparece completamente mas deixa na rocha um molde; incarbonização, processo mais frequente nas plantas, em que a matéria orgânica ao abrigo do ar se vai enriquecendo cada vez mais em substâncias ricas em carbono; impressão, quando ocorre a conservação de marcas de seres vivos, como pegadas, etc.
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