Proença-a-Nova

Aspetos Geográficos
O concelho de Proença-a-Nova, do distrito de Castelo Branco, localiza-se na Região do Centro (NUT II) e no Pinhal Interior Sul (NUT III). Ocupa uma área de 394,9 km2 e abrange seis freguesias: Alvito da Beira, Montes da Senhora, Peral, Proença-a-Nova, S. Pedro de Esteval e Sobreira Formosa.
O concelho encontra-se limitado a norte e a nordeste pelo concelho de Castelo Branco, a noroeste por Oleiros, a sudeste por Vila Velha de Ródão, a oeste por Sertã e a sul e sudoeste por Mação (distrito de Santarém). O concelho apresentava, em 2005, um total de 9334 habitantes.
O natural ou habitante de Proença-a-Nova denomina-se proencense.
Possui um clima mediterrânico, com influências continentais, sendo os verões bastante quentes, com temperaturas que rondam os 30 °C e os invernos, consideravelmente frios, registando-se uma elevada amplitude térmica anual.
Na rede hidrográfica, o canal de maior importância é a ribeira da Pracana.
O edificado estende-se pelas vertentes da serra de Alvéolos (1084 m), destacando-se ainda a serra das Corgas e o monte de S. Miguel. No relevo destaca-se ainda a garganta granítica do vale de Almourão e as praias fluviais, como a de Fróia, Sobral Fernando, Malhadal e Aldeia Ruiva.

História e Monumentos
A presença humana nestas terras remonta à Pré-História, segundo vestígios encontrados, nomeadamente os vestígios castrejos encontrados no monte de São Miguel, que correspondem a vestígios de um castro com muralhas e mais de 20 habitações.
Os Romanos deram também um importante contributo a estas terras.
Em 1242, D. Afonso III outorgou-lhe foral.
Proença-a-Nova era composta apenas por três freguesias até inícios do século XIX e só a partir de 1884 e depois das Invasões Francesas começou a desenvolver.
No século XX foram integradas no seu território duas outras povoações, entretanto criadas, Alvito da Beira e Montes da Senhora.
A nível do património arquitetónico, destaca-se a ponte romana do Malhadal, de cinco arcos, que representa uma engenhosa forma de ultrapassar os rios e ribeiras, que os Romanos souberam pôr em prática, e as ruínas das vias romanas, que faziam a ligação Abrantes-Idanha-a-Velha.
Há ainda a Igreja da Misericórdia, do século XVI, que possui um sacrário e o seminário, e a Igreja Matriz, reconstruída nos finais do século XX.

Tradições, Lendas e Curiosidades
As manifestações populares e culturais no concelho são diversas, sendo de destacar as festas de S. Sebastião, realizada a 20 de janeiro, a de S. Tiago Maior, no terceiro domingo de agosto, de Santa Cruz, realizada a 2 de fevereiro, de Nossa Senhora da Assunção, a 15 de agosto, a do Sagrado Coração de Jesus, no último domingo de setembro e a de Santo António, a 13 de junho.
No artesanato, são típicos os produtos de latoaria, as cadeiras em palhinha, crivos e peneiras, tecelagem (mantas de retalhos), ferraria, alfaiataria, rendas e bordados.

Economia
No concelho predomina o setor terciário (51,8% do total de empresas sediadas no concelho). Este setor é o de maior importância na vila e sede do concelho.
O setor secundário tem um peso significativo, englobando 44,5% das empresas sediadas no concelho, nomeadamente indústrias de eletrónica, transformação de madeira, de mármores, serralharia e construção civil.
O setor primário tem pouca importância para a economia concelhia, conforme indica a percentagem de empresas sediadas no concelho pertencentes a este setor (2,4%). A área agrícola abrange 6267 ha, sendo as principais culturas o olival, a horta familiar, os prados temporários, culturas forrageiras, cereais para grão e vinha. Na região predomina o pinheiro, que permite a extração de madeiras de pinho e resinas.
Na pecuária, é de destacar a criação de aves, nomeadamente galinhas poedeiras e reprodutoras, caprinos e suínos.
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