promécio

O promécio, cujo símbolo químico é Pm, é um elemento químico sólido, metálico, pertencente ao grupo dos metais das terras raras (lantanídeos), macio, maleável, de cor prateada, que se localiza no grupo 3 e período 6 da Tabela Periódica.
Este elemento possui número atómico 61 e massa atómica 144,9127.
O promécio exige muitos cuidados ao ser manuseado devido à sua radioatividade. Os sais de promécio são luminescentes na escuridão, adquirindo uma cor azul-pálida ou verde luminescente devido à sua elevada radioatividade.
O metal branco-prateado de promécio é eletropositivo e reage lentamente com a água fria e muito rapidamente com a água quente, formando hidróxido de promécio (Pm(OH)3) e hidrogénio gasoso.
O promécio também reage com todos os halogéneos formando haletos de promécio.
O promécio dissolve-se instantaneamente no ácido sulfúrico diluído e origina a formação de soluções contendo o ião de cor rosa Pm(III) e libertação de hidrogénio gasoso.
O promécio foi descoberto em 1945 no Tennessee, nos Estados Unidos da América, pelos cientistas J. A. Marinsky, L. E. Glendenin e Charles D. Coryell, que realizaram a primeira identificação do promécio usando um método cromatográfico de permuta iónica dos desperdícios dos reatores nucleares (produtos de fissão do urânio).
O nome promécio deriva do grego Prometeus que significa quem roubou fogo aos deuses.
O promécio é um metal existente comercialmente e, portanto, não é comum produzi-lo em laboratório, isto também porque há grande dificuldade em separá-lo do metal puro.
O único isótopo que ocorre naturalmente, o promécio-147, possui uma meia vida de apenas 2,52 anos. Produziram-se 18 outros radioisótopos, mas estes têm meias vidas muito curtas.
A única fonte conhecida do elemento é um material de desperdício nuclear.
Os compostos de promécio raramente são encontrados em pessoas. Todos estes compostos são altamente tóxicos, embora demonstrações iniciais possam sugerir que o risco é limitado.
Todos os compostos de promécio devem ser manuseados com muita precaução devido à sua elevada toxicidade, uma vez que são radioativos. O pó de metal pode provocar risco de fogo e explosão.
O promécio-147 tem interesse como fonte de energia de decaimento beta, mas o promécio-146 e o promécio-148 que emitem radiação gama penetrante têm de ser primeiramente removidos.
Pode ainda ser usado para converter luz em corrente elétrica, como fonte de energia para sondas e satélites e como portador de raios X.

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