Província

Os contos são introduzidos por um prefácio de cariz autobiográfico onde se propõe evocar a "Província", não como tributo à sua terra natal, mas como crítica a um espaço povoado de "almas mortas", de "personagens fantoches", vidas frustradas, fechadas numa rotina "sem possibilidade de mudança, num girar sempre igual, que traz à superfície uma tragédia escondida, que é quase quietude estagnada". O conto homónimo encontra no protagonista um exemplo dessa mesquinhez provinciana, descrevendo a angústia que invade o senhor Coutinho, quando um sonho perturbador coloca em causa o sentido e a regularidade de uma vida banal.
Como referenciar: Província in Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2020. [consult. 2020-10-21 14:31:13]. Disponível na Internet: