Puff Daddy

Cantor e compositor rap norte-americano, de nome verdadeiro Sean Combs, nasceu em 4 de novembro de 1969, em Harlem, Nova Iorque, Estados Unidos da América.
Trabalhou na editora Uptown Records, onde esteve por detrás de êxitos de artistas como Father MC (Father's Day, 1990), Mary J. Blige (What's the 411?, 1992) e Heavy D & the Boyz (Blue Funk, 1992). Saiu em 1993 e iniciou atividade como remisturador. No mesmo ano fundou a Bad Boy Entertainment, a sua própria editora, que começou por gerir a partir do seu próprio apartamento e com um número reduzido de colaboradores. Após um ano de intenso trabalho, conseguiu a representação de dois artistas: Craig Mack e The Notorious B.I.G, um amigo de longa data. A editora de Puff Daddy não tardou muito a atingir o sucesso quando, em 1994, Craig Mack chegou à marca da Platina com uma remistura de "Flava in Ya Ear" e o seu álbum Project: Funk Da World foi disco de ouro. Em inícios de 1995, B.I.G. subia ao número 6 das tabelas de vendas com o single "Big Poppa" e o seu álbum, Ready to Die, conseguia alcançar a dupla Platina. A Bad Boy Entertainment era assim uma aposta ganha por Puff Daddy e nos anos seguintes transformar-se-ia numa empresa multifacetada, cujo ecletismo se estenderia à moda (a linha de vestuário Sean John), ao cinema (a Bad Boy Films) e aos livros (a Bad Boy Books), entre outros.
Em 1995, Daddy acrescentou ao seu catálogo Faith Evans e as Total, dois artistas rhythm & blues e, um ano depois, o grupo vocal masculino 112, outro sucesso comercial. Trabalhou ainda como produtor de artistas como Aretha Franklin, Boyz II Men, Mariah Carey, TLC e Lil' Kim, entre outros. Ainda em 1995 fundou a Daddy's House Social Programs, uma instituição destinada a criar programas educacionais para a juventude. Outras ações sociais por parte do cantor incluíram as doações de um milhão de dólares à Universiadade de Howard para a educação dos jovens afro-americanos e de mais de 100 computadores a cerca de 500 escolas de Nova Iorque.
O ano de 1996 marcou tragicamente uma disputa com a editora Death Row Records, na figura do seu líder, Suge Knight, e da sua maior aposta musical, Tupac Shakur. Em setembro, Tupac Shakur era assassinado e alguns meses depois, The Notorious B.I.G. tinha o mesmo trágico destino.
Em meados de 1997, Puff Daddy lançou a sua própria carreira a solo com o single "Can't Nobody Hold Me Down", que alcançou o primeiro lugar das tabelas de vendas. Pouco tempo depois seria editado o tema que catapultou decisivamente Puff Daddy para o estrelato: "I'll Be Missing You", adaptado do êxito dos The Police, "Every Breath You Take", e que contou com Faith Evans nos coros.
O álbum de estreia, No Way Out, atingiu a multi-platina e, em 1998, foi galardoado com um prémio Grammy para Melhor Álbum Rap. "I'll Be Missing You" conquistou o Grammy para Melhor Desempenho Rap por Duo ou Grupo. No mesmo ano participou na banda sonora do filme Godzilla (1998) com o tema "Come With Me", ao lado do guitarrista Jimmy Page.
Em 1999, Puff Daddy lançou o segundo álbum, intitulado Forever, que incluiu os êxitos "Satisfy You" e "Best-Friend". A 27 de dezembro do mesmo ano foi detido na companhia da namorada, a atriz e cantora Jennifer Lopez, após envolvimento num tiroteio que levou à descoberta por parte da polícia de uma arma no seu carro.
A sua estreia no cinema deu-se na comédia Made (2001), do realizador Jon Favreau.
Após uma mudança de nome para P. Diddy, o músico editou The Saga Continues...(2001), numa tentativa de se reabilitar perante a música e os seus admiradores. O disco conseguiu lugares de destaque nas tabelas de vendas e, de certa forma, relançou a carreira de Sean Combs. A atestar isso mesmo, a participação nos filmes Monster's Ball (Depois do Ódio, 2001) e Made (2001).
Nos anos seguintes, P. Diddy colaborou noutros projetos, em discos dos B2K, de Mary J. Blige, de Da Band, de Whitney Houston, de Jennifer Lopez, de Method Man, de Britney Spears e na banda sonora de Bad Boys II, entre outras.
No ano de 2002, chegou às lojas a compilação We Invented The Remix (2002). O registo incluía versões de temas do próprio Sean Combs, registando-se colaborações de Busta Rhymes, Usher, Ludacris, Mary J. Blige, do malogrado Notorious B.I.G. e Missy Elliot, entre outros.
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